A parte da notícia que não saiu nos jornais de Petrópolis



MINHA OPINIÃO: Você já percebeu que nas últimas semanas uma avalanche de notícias sobre a falta de repasses para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) vem ocupando a primeira página dos principais jornais da cidade? 

Algo bem diferente do que acontece em relação ao caos no Hospital Municipal Nelson de Sá Éarp (HMNSE), no Pronto Socorro do Alto da Serra e nos Postos de Saúde / Unidades Básicas de Saúde do município que ganham no máximo uma notinha no rodapé. 

No geral, estamos acostumados a receber os problemas sem muitos detalhes. Muitos aliados do atual governo adotaram um discurso: Se o problema é nas UPAs; A Culpa é do Estado. Se o problema é nas unidades de responsabilidade do município; A crise é nacional.

Aposto como você em momento algum viu alguém assumir a responsabilidade e de fato apresentar uma proposta viável para solucionar o inferno que virou a vida de todos nós quando o assunto é saúde pública. 

A crise financeira do Estado do Rio de Janeiro somada ao momento político e econômico catastrófico enfrentado pelo país, e aqui não vamos falar em lambanças políticas em nenhuma das três esferas (municipal, estadual e federal), já é motivo suficiente para que Petrópolis tenha um plano de ação emergencial.

Vamos começar falando sobre a dívida das UPAs, algo próximo de R$ 6 milhões. Se o Estado não assume suas responsabilidades, como afirma o governo municipal, é justo punir a população? 


Apenas a economia feita pelo atual governo com o cancelamento de três carnavais pagaria metade desse valor, ou seja, R$ 3 milhões referentes aos carnavais de 2013, 2014 e 2015. Aliás, alguém aí viu onde foi investido este dinheiro? 

Será que Petrópolis não consegue remanejar mais R$ 3 milhões de um orçamento em torno de R$ 250 milhões (apenas para saúde) em 2015 para resolver o problema das UPAs? 

Você pode perguntar se é justo com a prefeitura pagar uma dívida que não é sua, mas deixar a população sem atendimento adequado me parece ser ainda mais injusto. 

Em diversos municípios a solução adotada para resolver esta questão é a municipalização das UPAs, mas para isso é preciso ter coragem e dinheiro. Por falar em dinheiro, segundo a Câmara Municipal, os recursos destinados a saúde em 2016 podem chegar a R$ 309 milhões. E mesmo assim no Hospital Municipal Nelson de Sá Éarp (HMNSE), Pronto Socorro do Alto da Serra e nos Postos de Saúde / Unidades Básicas de Saúde, faltam médicos, remédicos, equipamentos etc. 

Será de quem a culpa? A população não pode mais esperar nas filas por atendimento. As UPAs são unidades 24 horas de urgências médicas e odontológicas que deveriam dar acesso aos pacientes que necessitam de atendimento e, com isso, desafogar as portas das emergências hospitalares. Permitindo aos hospitais priorizar os atendimentos mais graves ou de acordo com seu perfil. 

Mas o que vejo em Petrópolis hoje é uma disputa política pela imprensa. O que falta para solucionar este impasse é vontade. Com os números colocados aqui fica claro que Petrópolis tem muitos problemas, mas falta de dinheiro para saúde não é um deles. O que falta é definir prioridades. 

Não adianta inaugurar sem condições de realizar atendimentos e comprar sem ninguém para operar. Esta é a minha opinião. Leia a política para comentários e não deixe de enviar a sua opinião. 

Comentários

eletricok disse…
REALMENTE ESTE GOVERNO ESTA UMA BAGUNÇA , COMPRAR APARELHOS , CONSTRUIR UNIDADES ,DA UMA VISÃO POLITICA MAS COMPRAR REMÉDIOS , CONTRATAR MÉDICOS NÃO E TEM POLITICO INTERESSADO EM APARECER MAS INTERESSADO EM ATENDER A POPULAÇÃO SÃO POUCOS . OBRA DA ESQUEMA CONTRATAR NÃO
ESTAMOS LASCADOS