Servidores do INSS de Petrópolis aderem à greve nacional


Paralisação começou na manhã desta quinta-feira e pegou muita gente de surpresa

A greve nacional dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que começou no dia 7 de julho chegou a Petrópolis. Ontem (13), a agência que funciona na Rua Barão de Teffé permaneceu fechada e com cartazes anunciando a adesão à paralisação, cuja duração é por tempo indeterminado. O movimento na porta da agência foi intenso durante todo o dia, já que não havia previsão de greve na cidade. Muitas pessoas que tinham horário agendado foram pegas de surpresa.
Sem dar informações sobre a greve, os servidores da unidade de Petrópolis só atendiam as pessoas que tinham perícia marcada para esta quinta-feira (13). Todos os demais procedimentos terão que ser reagendados.

Este é o caso da dona de casa Mariana Christh, de 24 anos, e de sua mãe, Marcia Christh Souza Ribeiro, de 51. Elas querem a liberação da pensão de um familiar que morreu há duas semanas.

- Meu pai morreu e agora precisamos que a pensão que ele recebia passe para minha mãe. Essa greve nos pegou de surpresa e teremos que agendar novamente para sermos atendidas – explicou Mariana.
Moradoras do Madame Machado, elas foram ao Centro apenas para tentar resolver a questão. Agora, temem que, com a paralisação, a situação financeira da família piore.
- Temos que comprar remédio e sem esse dinheiro vai ficar complicado – explicou dona Márcia.

Motivo da greve

De acordo com o Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindisprev/RJ), a greve do INSS tem adesão de 27 estados, incluindo o Rio de Janeiro, paralisando mais de 1.100 agências em todo o país. Os servidores lutam por reajuste de 27%, incorporação da Gratificação de Desempenho da Atividade do Seguro Social (GDASS), realização de concurso para a contratação de mais funcionários, melhoria das condições de trabalho, fim do Regime Especial de Atendimento em Turnos (Reat), além de reajuste nos benefícios e auxílios.

Desde a última terça-feira (11), caravanas de servidores de vários estados estão em Brasília conversando com deputados e senadores para que pressionem o governo federal a negociar as reivindicações. Em resposta, o Ministério do Planejamento prometeu se reunir com os sindicatos de servidores e a Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social) na próxima semana.

O governo ainda não apresentou nenhuma resposta concreta à pauta de reivindicações acima e, por isso, a greve continua. No estado do Rio, os servidores realizam uma assembleia na sexta-feira (14), às 14h, na Gerência Centro (Rua Pedro Lessa, 36 – 6º andar).

INSS disponibiliza remarcação e informações por telefone

Procurados pela equipe do Diário, nenhum representante do INSS em Petrópolis se pronunciou sobre a paralisação. Em nota, o Instituto informou que os beneficiários que agendaram atendimento e não foram recebidos na agência poderão realizar um reagendamento. Para saber sobre a nova data as pessoas devem ligar, no dia seguinte ao dia inicialmente marcado, para o número 135.

Em alguns casos específicos, entretanto, a remarcação vai depender da ação da Agência da Previdência Social. Esses segurados, cuja remarcação não puder ser realizada pela Central 135, deverão retornar às unidades assim que o atendimento estiver normalizado, para providenciar o atendimento.

O INSS ressalta ainda que considerará a data originalmente agendada como a data de entrada do requerimento, para se evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados. A central de atendimento também estará disponível para informar a situação do atendimento nas unidades e para orientar os cidadãos. A informação sobre o funcionamento das unidades é atualizada diariamente junto aos operadores.

O instituto entende que os serviços previdenciários são essenciais e que a interrupção do atendimento nas suas unidades acarreta prejuízos a toda a população. Assim, no intuito de minimizar os impactos negativos da paralisação de seus servidores, o Instituto, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou, em 5 de maio, ação solicitando ao Poder Judiciário a determinação que garanta o atendimento em todas as suas unidades.

 Via Edson Cunha - Diário de Petrópolis

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