Homem é impedido de entrar em garagem para deixar filho cadeirante próximo ao elevador



Um pai foi impedido de entrar de carro no estacionamento para levar seu filho, cadeirante, até o elevador, pois pela entrada principal não há acessibilidade. O caso aconteceu no Edifício Monsenhor Gentil, na Rua Marechal Deodoro e foi presenciado pela vereadora Gilda Beatriz, presidente da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência e do Idoso, da Câmara Municipal.

“Infelizmente situações parecidas acontecem muito em Petrópolis. Eu estava na Promotoria da Pessoa com Deficiência e do Idoso, justamente tratando de assuntos como este, quando a Promotora, Dra. Sandra Torres de Melo foi chamada para resolver a situação na entrada da garagem. Em dois tempos a Promotora citando a legislação de acessibilidade, ameaçou chamar a polícia caso o carro não pudesse entrar. Outro caso que a Promotora está tratando é o do Edifício Indústria e Comércio, na Rua Irmãos D'angelo, que também não tem acessibilidade até o elevador, e já existem 2 inquéritos civis no MP, um deles provocado por ofício meu. É preciso que os condomínios de nossa cidade, se adaptem à legislação que garante a acessibilidade para todas as pessoas, respeitando especialmente a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência, nº 13.146/2015 e o Decreto de acessibilidade 5.296/04. Que todos tenham o direito de ir e vir com dignidade” pontua a vereadora.

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“A gente tem feito blitz de acessibilidade por toda cidade e várias rampas já foram refeitas. Inclusive com a ajuda de alguns cadeirantes que levamos até as obras para que indicassem forma de fazê-las. Porque não adianta fazer a rampa se ela for inclinada demais; já teve caso de cadeirantes que tombaram por causa disso. Tanto quando os cadeirantes, as pessoas que circulam com carrinhos de bebê pela cidade sofrem com a falta de acessibilidade básica” explica.

Mais de 45 milhões de pessoas possuem alguma deficiência, segundo dados do IBGE. Esse número representa quase 24% da população brasileira que encontra todos os dias dificuldades de locomoção, de integração no mercado de trabalho e de inserção social.

“Pela lei, considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistidas” completa Gilda Beatriz.

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