Fase 3 do Minha Casa Minha Vida vai contar com governos para identificar áreas edificáveis


Secretário de Habitação, Bernardo Rossi, apresenta o Banco de Terras, programa do Estado, ao Ministério das Cidades

A identificação célere de áreas passíveis de construção em cidades de médio porte é uma das metas da fase 3 do Minha Casa Minha Vida (MCMV) e a concentração de esforços vai envolver Estado e municípios como prega o governo federal. A medida, um dos aprimoramentos do programa anunciados pela secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães,  vai ao encontro de um dos projetos da Secretaria de Estado de Habitação, o Banco de Terras, que vai identificar, de imediato, 200 áreas edificáveis na Região Metropolitana e municípios limítrofes. Inês Magalhães fez uma apresentação da terceira fase do (MCMV) na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), nesta quinta-feira (20.08), evento com a presença do secretário de Estado de Habitação, Bernardo Rossi.

“O Banco de Terras, um projeto de R$ 2,1 milhão com recursos do Banco Mundial, começa ainda neste semestre e o objetivo é identificar áreas, públicas e privadas, que podem receber unidades habitacionais.  A meta é que os terrenos sejam capazes de receber mínimo de 200 unidades habitacionais”, anunciou Bernardo Rossi. O projeto estadual é uma antecipação à proposta do governo federal. “Este portfólio de áreas em potencial disponível queima etapas e garante objetividade aos empreendimentos”, completa.

“É objetivo também que as cidades apresentem ainda equipamentos sociais, como escolas e atendimento de saúde, para empreendimentos  de grande porte”, antecipou Inês Magalhães. O anúncio da fase 3 do Minha Casa Minha Vida vai ser oficialmente apresentado pela presidente Dilma Roussef dia 10 de setembro.  Ela prevê, até 2018, a construção de outras três milhões de moradias e é direcionada à faixa de renda entre R$ 1,2 mil e R$ 2,4 mil. 

“O desafio é mobilizar o mercado para oferta de unidades habitacionais para a população que perfaz renda familiar equivalente a até  três salários mínimos”, afirmou a secretária Nacional de Habitação para plateia de empresários do setor da construção civil, capitaneados por Roberto Kauffmann, vice-presidente da Firjan, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado.

O peso do Minha Casa Minha Vida para o combate do déficit habitacional  corresponde a 32% das moradias erguidas em 2013. E, destas, 48%  foram direcionadas à população de baixa renda”, demonstrou Inês Magalhães. O governo federal já aplicou R$ 256,2 bilhões na construção de 3,9 milhões de unidades habitacionais, com entrega de 2,3 milhões em todo o Brasil. 

O vice-presidente da Firjan, Roberto Kauffman, também apresentou reivindicações específicas do setor da construção civil à Secretaria Nacional de Habitação.  O legado olímpico e a transformação de regiões em Áreas de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) para uso misto, foram expostas como alternativas viáveis. “Corredores com mobilidade urbana podem ser usados. O Rio avançou muito, mas ainda há muitas soluções que podem ser aplicadas à área habitacional”, apontou.