Vereadora alerta sobre casos de envenenamento de cães em Petrópolis, RJ

Controle de zoonoses e limpeza urbana são questões de saúde pública


O envenenamento de um cão na Rua Casemiro de Abreu, no Centro, na última semana, reacendeu os debates sobre a utilização de veneno para combater a infestação de ratos em Petrópolis, Região Serrana do Rio. 

No início de junho, moradores do bairro Vila Felipe denunciaram a morte repentina de seus animais de estimação. Segundo eles, o motivo das mortes seria o veneno colocado na única lixeira que atende a população local. 

Reconhecida defensora da causa animal, a vereadora Gilda Beatriz (PMDB), denunciou dias antes das mortes, estar recebendo inúmeras denúncias e pedidos de providências do governo municipal com relação à proliferação de ratos. 

“Na ocasião, alertei o governo para a necessidade de ampliação do serviço de controle de zoonoses que conta com apenas oito agentes, número insuficiente para cobrir todo o município. É preciso convocar imediatamente os profissionais aprovados no último concurso. Os casos de envenenamento estão se tornando comuns e isso não podemos admitir. O veneno pode ser confundido com comida pelos animais. Todo este problema está acontecendo porque a Prefeitura não vem cumprindo o seu papel no serviço de controle de zoonoses, muito menos a empresa Locar, que recebe mais de R$3 milhões por mês para recolher o lixo. Petrópolis está cada vez mais suja. Esta questão precisa ser levada a sério e tratada como um caso de saúde pública” explica. 

As baixas temperaturas da estação estimulam pequenos roedores, principalmente os camundongos, a invadirem casas e empresas a procura de locais quentes e com boa oferta de alimentos.
“É o estopim para que a população comece a utilizar raticidas em suas casas e lixeiras próximas. Precisamos ficar atentos aos sinais de envenenamento dos animais: Vômito, diarreia, tremor muscular, sangramento e manchas pelo corpo. Nesses casos, é muito importante procurar um veterinário imediatamente”, completa a vereadora. 

Os ratos são transmissores de doenças como a leptospirose, entre outras, mas também causam danos a estruturas e a materiais industrializados, como fios e cabos.  

Em casos de controle de ratos, os moradores devem entrar em contato com a Vigilância Sanitária no telefone (24) 2291-2797.

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