terça-feira, 21 de julho de 2015

Festival de Inverno: ARTE EM TODOS OS SENTIDOS



Junto à estação mais aconchegante do ano, chega à serra fluminense mais uma edição do Festival Sesc de Inverno, dando excelentes motivos para ninguém ficar curtindo o frio debaixo das cobertas. Não vão faltar opções para se aquecer com arte e cultura, numa programação recheada com música, teatro, dança, literatura, artes visuais e cinema, além de algumas novidades e surpresas especialmente planejadas para esta edição. O Festival será realizado no período entre 24/7 e 2/8. A programação continua extensa.

- Optamos por realizar um Festival mais concentrado, com menos dias, mas com mais atividades. Também reforçamos o caráter formativo, com um grande número de workshops e oficinas. Algumas delas, inclusive, serão realizadas antes mesmo da abertura do Festival – conta Maria Gouvea, gerente de Cultura do Sesc Rio.

Ano passado, com a temática da arte urbana, o Festival ganhou as ruas. Este ano, permanece ocupando espaços públicos. Os Territórios vão levar a programação para as periferias das cidades participantes, similares às Caravanas em 2014. A diferença é que permanece mais tempo em um mesmo espaço, conseguindo envolver mais o público.

Arte e Memória 

A cada ano o Festival busca, mais do que oferecer entretenimento, apresentar algum assunto que provoque reflexão. O Sesc entende que, ao propor um novo olhar sobre a cultura, gera-se inquietude. Um movimento que contribui para a formação de indivíduos mais críticos e conscientes de seus papéis na sociedade.

Em sua 14ª edição, o evento falará sobre memória e arte, estimulando a reflexão sobre a construção da realidade. Trata-se da memória não apenas como algo lembrado, mas construído o tempo todo. A arte seria um meio de se construir e desconstruir memórias – que por sua vez é construída a partir da interação e da interpretação da obra pelo público. Assim, qualquer expressão artística já é memória. A memória também vai ser a inspiração para os Seminários que vão acontecer na Unidade Quitandinha, nos dias 29 e 30/7, sempre às 17h. Serão duas mesas de debates com convidados que vão abrir um espaço para diálogo e reflexão sobre o tema. A jornalista Mariana Filgueiras será a mediadora. Clique aqui e saiba mais.

O Não Lugar

Outra novidade é a criação do Não Lugar, um espaço que promete surpreender o público do Festival. Trata-se de um local de [des]construção, provocação, inquietude e não censura, onde as apresentações não seguem uma pauta pré-definida. Vai funcionar como um ponto de encontro para experiências inusitadas que rompam com preconceitos e transgridam os limites da arte. A programação é surpresa, justamente para aguçar ainda mais a curiosidade do público – que poderá inclusive experimentar o Não Lugar, pois o palco e o microfone, em determinados momentos, ficarão abertos para quem quiser se apresentar.

Nenhum comentário: