Vereadora denuncia ao MP obra de subestação de gás dentro do curral de apreensão de animais



No início de junho, uma nova vistoria ao curral de apreensão da cavalaria da Guarda Civil de Petrópolis, apontou irregularidades. A visita ao local, que fica em Itaipava, foi feita pelo grupo de trabalho organizado pela vereadora Gilda Beatriz (PMDB) e protetores dos animais. Ontem (16), a vereadora anunciou que denunciou ao Ministério Público a construção de uma subestação de distribuição de gás para Itaipava da Companhia Estadual de Gás (CEG), dentro do curral de apreensão.

“Protocolei no Ministério Público a denúncia com relação à construção de uma subestação de distribuição de gás para Itaipava da Companhia Estadual de Gás (CEG), dentro do curral de apreensão, área que pertence a Prefeitura de Petrópolis. Às obras foram iniciadas em 25 de abril deste ano, e no local não havia nenhuma placa indicando a intervenção. No curral de apreensão está em curso, inclusive atrasada, a obra de reforma do curral inclusive por determinação do MP. Ocorre que o mesmo local de onde estão os animais, também será utilizado como depósito e distribuidora de gás natural. O fluxo de caminhões passando pelo meio do curral é algo que pode ser considerado correto, tendo em vista a presença de animais? Além da denúncia ao MP também protocolei um requerimento de informações à Secretaria de Meio Ambiente para que todas as fases do licenciamento ambiental sejam explicitado. Fomos informados pela própria Secretaria de Meio Ambiente, que a licença de instalação, obrigatória pela Resolução CONAMA 237/97, até o dia 08 de junho, não havia sido expedida.”, explica a vereadora.      

Gilda Beatriz quer evitar situações de perigo aos transeuntes, moradores e animais que serão trazidos para o curral.

“Temos ao lado o Liceu São José de Itaipava e a Igreja de São José.     Por outro lado, se resolverem criar um acesso ao final do terreno, para trânsito dos caminhões, terão que demolir baias recém-construídas. Dinheiro público utilizado nas obras de reforma jogado fora? Iniciar uma obra, cujo impacto ambiental é óbvio, requer uma série de providências por parte do órgão público. Outra situação é que o terreno é de propriedade do Município e que não consta nenhuma publicação do Diário Oficial do Município da tramitação desse processo administrativo. Nada foi divulgado através da imprensa, a Câmara Municipal e o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), não foram comunicados. Nenhum estudo de impacto ambiental foi apresentado à sociedade”, completa Gilda Beatriz.

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