quinta-feira, 11 de junho de 2015

Vereadora demonstra preocupação com subestação de gás e depósito de dejetos dentro do Curral de Apreensão de Animais

foto: vereadora Gilda Beatriz sendo entrevistada pelo SBT Cidade

Na última segunda-feira (08), uma nova vistoria ao curral de apreensão da cavalaria da Guarda Civil de Petrópolis, apontou irregularidades. A visita ao local, que fica em Itaipava, foi feita pelo grupo de trabalho organizado pela vereadora Gilda Beatriz (PMDB) e protetores dos animais.

De acordo com Gilda, foi construída uma área aberta para depósito de dejetos fecais de cavalos e cães.
 “Ao lado do curral está sendo construído um condomínio, aqui a população terá de conviver com o perigo de contaminação do lençol freático, sem contar a igreja e a escola Liceu São José. Este não é o caminho adequado para o descarte, porque não fazer uma fossa ecológica? Um sistema ecológico de tratamento de esgoto que maximiza ações de bactérias e não utiliza energia elétrica ou quaisquer produtos químicos e ainda devolve para o meio ambiente água tratada. Foram gastos R$204 mil e a Comdep ainda foi convocada para fazer parte das mudanças. Será que o curral será inaugurado sem resolver mais este grave problema?”, questiona a vereadora.

Apenas quatro guardas municipais, um por turno e um chefe, atuam no local e são responsáveis lavar as baias, cortar capim na beira do rio, atender telefone, receber denúncias, capturar os cavalos e cuidar dos animais com carrapatos, por exemplo.

Outra denúncia feita por Gilda Beatriz é o início da construção de uma subestação de distribuição de gás para Itaipava da Companhia Estadual de Gás (CEG), dentro do curral de apreensão, área que pertence a Prefeitura de Petrópolis.

“Há uma preocupação em evitar situações de perigo aos transeuntes, moradores e animais que serão trazidos para o curral, mas para minha surpresa, a CEG iniciou o trabalho no local antes de qualquer publicação no Diário Oficial. Nada foi divulgado através da imprensa, a Câmara Municipal e o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), não foram comunicados. Nenhum estudo de impacto ambiental foi apresentado à sociedade. Qual à contrapartida para o município para o uso de um espaço público? Como vereadora minha função é fiscalizar, agora, cabe ao governo esclarecer as dúvidas e apresentar as medidas de segurança da empresa”, completa Gilda.

Em relação à CEG, a vereadora Gilda Beatriz afirmou que utilizará os meios legais para esclarecer a atuação da empresa e solicitar toda documentação necessária para garantir a segurança de pessoas e animais que dividirão o espaço com a subestação de gás. Sobre a construção do depósito de fezes de animais, Gilda comenta que questionará as autoridades sanitárias sobre a destinação final de dejetos. E caso necessário, encaminhará ao Ministério Público possíveis irregularidades encontradas.

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