Vereadora critica subconcessão de rotativos por dez anos




O estacionamento rotativo em Petrópolis será administrado por uma empresa particular a partir do dia 15 de junho. Segundo a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), a cidade deve ganhar mil novas vagas com a subconcessão do serviço. O valor estimado do contrato é de R$ 94.541.847,92.

A concorrência pública chegou a ser suspensa três vezes pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Na última semana, a vereadora Gilda Beatriz (PMDB), criticou a licitação e defendeu a recuperação da CPTrans.

“É um absurdo fazer uma licitação estimada em R$94 milhões para os estacionamentos rotativos, não existe um estacionamento na cidade que não ganhe dinheiro. Será que é difícil a CPTrans ter uma gestão que obtenha lucro? Agora vamos entregar os rotativos para subconcessão do serviço por dez anos. Estou muito preocupada, não seria melhor recuperar a CPTrans garantindo os empregos e melhorando os serviços? Entregar a empresa nas mãos de pessoas técnicas e buscar uma gestão com menos influência política, ainda podemos retirar a empresa do buraco e fugir do mesmo destino da Comdep”, destacou a vereadora peemedebista.

A tarifa será definida pela prefeitura e o valor da cobrança será mantido pelo que estiver vigente no momento em que a empresa assumir a cobrança. O edital de licitação foi publicado em dezembro de 2014 e desde então sofreu alterações por iniciativas da CPTrans e também por determinação do TCE.

A licitação para definir a empresa que vai explorar os estacionamentos rotativos de Petrópolis por dez anos está prevista para o dia 15 de junho.