Gilda Beatriz participa do I Encontro Autonomia para Pessoa com Deficiência


Organizado pelo RioSolidario, o I Encontro Autonomia para Pessoa com Deficiência debateu necessidades, políticas públicas e boas práticas voltadas para as pessoas com deficiência. O objetivo é sensibilizar e conscientizar governos, empresários e sociedade sobre a importância da inclusão e da autonomia dessa população.

“O encontro foi realizado para marcar a adesão dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro ao mapeamento das cidades, viabilizando a elaboração de políticas públicas. O projeto será desempenhado sem custos para os municípios, e contará com a parceria do Sebrae-RJ. Infelizmente, Petrópolis não enviou representante por parte do poder executivo”, explica a vereadora Gilda Beatriz.

Segundo o Censo 2010/IBGE, quase quatro milhões de pessoas que vivem no estado do Rio de Janeiro apresentam algum tipo de deficiência. Em maio, a vereadora indicou ao executivo municipal a necessidade da realização de um mapeamento indicando a distribuição de pessoas com deficiência para o direcionamento de políticas públicas de inclusão social.

“A realização do censo é necessária para que com dados estatísticos o município possa realizar a efetiva inclusão das pessoas com deficiência em programas de habitação, saúde, instituições de ensino e profissionalizante. Em parceria com o Sebrae-RJ, o RioSolidario traçará o “Mapa da Pessoa com Deficiência” com o objetivo de identificar e localizar os portadores de necessidades especiais no Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa veio de encontro às nossas expectativas em Petrópolis”, completa Gilda.

Contornos do mapa 

O Mapa da Pessoa com Deficiência será confeccionado em etapas. Neste primeiro momento, as prefeituras estão respondendo a perguntas sobre a estrutura dos órgãos e como é feito o atendimento à população com deficiência nas cidades. Entre os questionamentos estão: se a prefeitura conta com secretaria específica para deficientes, parceria com instituições envolvidas na causa, algum tipo de cadastro ou levantamento.

O Sebrae-RJ espera, com essa primeira pesquisa, já traçar um perfil dos municípios e chamar a atenção das prefeituras para o assunto. No estágio seguinte, as prefeituras deverão assinar um protocolo de intenções, firmando um compromisso com o RioSolidario e o Sebrae-RJ. Na terceira fase, as administrações municipais farão a distribuição do cadastro do público pesquisado.

O Sebrae-RJ orientará as equipes dos municípios para que os agentes definidos pelas prefeituras estejam preparados para abordarem os moradores e acompanharem o preenchimento. Os dados também poderão ser levantados junto às instituições (ONGs, associações) que já trabalham com pessoas com deficiências.

O cadastro contará com perguntas sobre idade, renda, escolaridade, emprego. Também buscará saber qual é a participação da pessoa com deficiência na renda familiar, se ela já recebe algum tipo de amparo do governo ou de outra instituição e quais são as suas principais necessidades. Com os dados, será possível criar indicadores e acompanhar a evolução do atendimento à população por meio da comparação dos índices ao logo do tempo.

 Dados Sebrae-RJ

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