quarta-feira, 20 de maio de 2015

Será que eles estão preparados para enfrentar o eleitor nas redes sociais?



Criar ações de marketing político nas redes sociais já é o sonho de vários candidatos de olho nas eleições municipais no próximo ano em Petrópolis, mas a pergunta é: Será que eles estão preparados? Se for levar em consideração o que vimos nas eleições 2012 e 2014 podemos dizer que não. 

Boa parte dos líderes políticos locais ainda estão presos a ilusão do poder financeiro, o que em tese possibilitaria vencer uma eleição apenas no período eleitoral, e ao velho jornalismo tradicional, influenciados claro, pelo conservadorismo. 

Mas antes de iniciar esse post precisamos lembrar que os dois últimos prefeitos (2008 Paulo Mustrangi e 2012 Rubens Bomtempo)  foram eleitos sem a máquina e contra adversários que naquele momento, apresentaram campanhas com poder financeiro muito maior. Na rede, vale lembrar a primeira grande participação das militâncias nos espaços e páginas locais foi em 2012 quando uma onda ajudou a desestruturar a então favorita campanha peemedebista com uma série de movimentos precisos que levaram da internet para as ruas informações que mudaram a cabeça de muitos eleitores.

Onde foi que eles erraram? 

O marketing político nas redes sociais parte do pressuposto da criação de um relacionamento mais próximo entre o candidato e seu eleitorado. É essa a ideia das mídias sociais, criar um canal rápido, fácil e barato para que o candidato possa dialogar com os eleitores e vice-versa. Algo quase impossível nos últimos meses de campanha, por isso, em minha modesta opinião, falta aos principais políticos locais mão de obra qualificada. 

O retorno do candidato para os eleitores é fundamental mesmo antes do início do período eleitoral, faz toda a diferença. Parece que os candidatos entenderam que marketing eleitoral nas redes sociais seria apenas jogar para o formato digital, peças criadas para o marketing convencional e na verdade não é assim.

A criação de uma campanha política nas redes sociais na verdade é o segundo passo de uma decisão anterior, a de ter uma presença digital séria e bem estruturada. Um político não pode estar em todas as páginas e grupos de debate ao mesmo tempo, mas uma campanha eleitoral nas redes sociais só faz sentido se houver plena consciência por parte do candidato e sua equipe, que questionamentos nesse canal precisam ser respondidos, ou seja, é vital que haja interação entre as duas partes. O eleitor atual exige uma resposta para seus questionamentos e o silêncio por parte do candidato é um sinal imediato de desrespeito com esse eleitor, o que joga por água abaixo todo o trabalho de marketing político nas mídias sociais.

Antes, durante e depois... 

As redes sociais não diminuem o papel do jornalista, apenas muda, respostas pensadas em equipe são fundamentais, mas a atuação e o mapeamento de tudo que envolve um mandato ou um nome que pode participar da disputa também exige um profissional da área.  Estou em meu terceiro governo fora de Petrópolis e não tenho a intensão de ensinar nada a ninguém, existem profissionais melhores e mais experientes, mas poucos, modéstia a parte, com meu conhecimento sobre gestão de mídias sociais. 

Fica aqui mais algumas sugestões para aqueles que desejam governar Petrópolis:
Coloquem suas equipes na rede, o desejo que impulsiona um compartilhamento é visual, uma equipe qualificada criando banners (nesse caso, um profissional criativo e que domine o photoshop), vídeos, textos e acompanhando os debates nas principais páginas e grupos pode evitar a exposição do político e descobrir que as interações com os eleitores através das redes sociais são uma fonte inesgotável de sugestões e novos pontos de vista.

Não tenha medo de perfis fakes, um profissional qualificado saberá resolver esse problema. A rede pode oferecer muito mais que um espaço para enviar felicitações pelo aniversário e reproduzir matérias de jornais. 

Como já disse em outro post por aqui, conta no Facebook e no Twitter não elege ninguém, mas criar um perfil nas redes sociais não significa ter uma participação nessa rede, pois a participação em mídias sociais se dá através da interação e engajamento. Ou seja, você já paga a internet e esse trabalho não exige que ninguém tire o bumbum da cadeira.

O mais importante, qualquer empresa pode divulgar seu trabalho, mas será que saberá livra-lo de uma onda de informações negativas, muitas mentirosas? O grande segredo para sobreviver na rede no período eleitoral é a defesa, alguns políticos entregam suas contas nas mãos de empresas que não conhecem a realidade local e não possuem estrutura na rede, o trabalho baseado em links patrocinados é um grande erro, a justiça não esta disposta a permitir gastos com fins eleitorais na rede, isso ficou claro em 2014, nesse caso ganha pontos quem tiver as maiores e melhores contas, páginas e grupos. Um trabalho que leva tempo.

Falta pouco para as eleições 2016, hora de acordar. 

Eduardo Ferreira & Alberto Valle



Um comentário:

Eduardo Pacheco disse...

Olá, tudo bom? Excelente post! Para gestores de social mídia, recomendo muito algumas ferramentas importantes para gerir todas as contas de Facebook, Twitter e Pinterest dos clientes. Escrevi um post sobre isso que gostaria de partilhar aqui: http://www.estrategiadigital.pt/top-20-de-ferramentas-para-gestao-de-redes-sociais/