terça-feira, 19 de maio de 2015

Modelo de capacitação profissional em áreas pacificadas do Rio chega a Petrópolis



A capacitação de comunidades carentes para o ingresso no mercado de trabalho, desenvolvido pelo governo do estado em áreas pacificadas da capital vai se estender a Petrópolis. O Instituto de Terras e Cartografia do Rio de Janeiro (Iterj), órgão vinculado à Secretaria estadual de Habitação, está desenvolvendo projeto que vai contar com a expertise do Senai-RJ, referência nacional em treinamento e formação profissional e ainda a participação da iniciativa privada, com a doação de maquinário para o primeiro programa que será realizado na cidade, voltado para o setor têxtil.

“A Firjan, que tutela o Senai e Sesi no estado, é parceira de primeira hora do governo no programa de pacificação. Sua presença é fundamental na capital e agora no interior. O Iterj tem mais de 30 projetos de capacitação sendo desenvolvidos no interior fluminense e, em Petrópolis, por sua característica econômica de presença forte no setor têxtil, será desenvolvido nesta área. Com essa sinergia, serão atendidas comunidades no aprendizado industrial para serem absorvidas no mercado, formarem cooperativas ou atuarem de forma autônoma. O objetivo é gerar emprego e renda”, anuncia o secretário estadual de Habitação, Bernardo Rossi.

Reunião para formatação do projeto foi realizada nesta sexta-feira (15.05) na sede da regional da Firjan, com a presidente da Regional, Waltraud Pereira e o presidente do Sindicato da Indústria da Confecção, Addison Meneses. Também participaram o gerente regional da Firjan, Ary Pinheiro Filho e o gerente do Senai Petrópolis, Paulo Roberto Ramos, além da presidente do Iterj, Mayume Sone, e do empresário Marcus Von Seehausen, representando industriais do segmento.

Nas áreas pacificadas na capital, além da segurança, a formação educacional e profissional está sendo instalada para a transformação das comunidades. “O Iterj entra com regularização fundiária, mas também atuando em formação. Entretanto, não apenas o Iterj, mas outros órgãos públicos e parceiros como a Firjan que por meio do Senai e do Sesi, oferece programas de educação, esporte e lazer a 28 comunidades pacificadas da capital. Aqui, queremos aplicar o modelo em comunidades carentes”, aponta Bernardo Rossi.

O Iterj iniciou estudos para identificar comunidades aptas a receberem o programa e as necessidades de cada uma delas em instalações e maquinário.  O empresariado local que reclama da falta de mão de obra quer participar com recursos materiais. “Hoje, a  indústria da confecção busca serviços fora da cidade. Além de ter a chance de formar para seu próprio mercado ainda há consciência de atuar de forma social”, considera Von Seehausen.

“A Firjan atua em responsabilidade social muito antes de o conceito ter sido difundido mundialmente. Queremos que o projeto ganhe forma e conquiste muitos espaços”, considera Waltraud Pereira.  A Firjan investiu, desde 2010, cerca de R$ 53 milhões em ações educativas e de formação profissional em todas as áreas pacificadas. São mais de 1,2 milhão de pessoas atendidas pelo programa Sesi-Cidadania. “Ter um curso com a chancela do Senai é uma porta aberta no mercado de trabalho. É isso que queremos conquistar para as comunidades carentes”, aponta Bernardo Rossi.

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