Gilda Beatriz demonstra preocupação com o futuro da Comdep



Após ter sido adiada por determinação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), em fevereiro, aconteceu no último dia 13, a licitação para contratação de serviços de limpeza urbana e operação do aterro sanitário do município, no qual a Locar Projetos Ambientais Ltda. foi a vencedora. A empresa pernambucana atua no município desde janeiro de 2013 sem ter sido feita licitação. Na época, a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) dispensou o trâmite, fazendo uso da Lei nº 8.666/93, para realizar a contratação emergencial da empresa por seis meses. Porém, o contrato foi prorrogado até os dias atuais.

Impressionada com o aumento no valor da licitação, a vereadora Gilda Beatriz (PMDB), manifestou sua preocupação com o futuro da Comdep durante a sessão itinerante realizada pelo projeto “Câmara na Comunidade” ontem (19) na Escola Municipal Liceu Carlos Chagas e fez críticas à atuação da Locar.

“Estou muito preocupada com o futuro da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis, o valor da licitação para contratação de serviços de limpeza urbana passou de R$1,5 milhão para R$3,2 milhões mensais. De acordo com a prefeitura, a diferença dos valores aconteceu por causa da inclusão de outros serviços no edital, como capina, pintura de meio-fio, recolhimento e transporte de entulho, entre outras coisas, até o momento, funções da Comdep. Petrópolis realmente precisa de uma coleta mais eficiente, já que vemos lixo por todos os lados, e diariamente recebemos reclamações da população em diversas comunidades. Mais de 50 empresas retiraram o edital, e apenas uma, a mesma empresa prestadora de serviços, antes em contrato emergencial, apareceu para apresentar proposta. Minha preocupação agora é com os funcionários da Comdep e suas famílias. Se  a empresa pernambucana vai assumir as funções, o que será da Companhia? Vou acompanhar a atuação da Locar e fiscalizar esta situação que até o momento não está clara para nenhum de nós ”, explica a legisladora.

O valor global de R$ 3,2 milhões mensais é o resultado da soma dos valores de todos os serviços disponíveis, ou seja, o teto máximo.

fotos: José Paulo

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