Gilda Beatriz cobra mais ação do governo contra infestação de ratos nas comunidades



Após perceber um número crescente de reclamações dos munícipes sobre a presença de roedores, a vereadora Gilda Beatriz (PMDB), utilizou a Tribuna da Câmara na última quinta-feira (21), para pedir ações do governo municipal para reduzir a população de ratos, por meio da sistematização e otimização das ações de controle, racionalizando as atividades em áreas de maior risco.

“É preciso convocar imediatamente os profissionais aprovados no último concurso. Hoje, a prefeitura conta apenas com oito agentes de controle de zoonoses, para atuarem tanto no controle no intradomiciliar, quanto no meio ambiente. É óbvio que este número é insuficiente. Os ratos são uma rede global e subterrânea de transmissores de doenças. Como a leptospirose, por exemplo, uma infecção provocada por uma bactéria que causa febre, dores e às vezes hemorragias e morte, que é transmitida pela urina de ratos. A coleta irregular de lixo em algumas comunidades, a falta de capina e o acúmulo de entulho agrava o problema. Não podemos mais esperar, é preciso agir agora.”, pontua a vereadora.

Durante o inverno, as chuvas são frequentes em grande parte do território brasileiro. Nesta época, os riscos de contrair leptospirose aumentam. Para evitar a leptospirose, é preciso se proteger das poças d'água próximas a bueiros e esgotos com botas de borracha. Somente no ano passado, dados do Ministério da Saúde revelam que a doença foi responsável por mais de 4 mil casos e cerca de 350 mortes no Brasil.

Ciclo de vida

A vida média da ratazana é de 2 anos, do rato de telhado 1 ano e meio e o camundongo vive cerca de 1 ano. A partir do 3º mês de vida já podem procriar, sendo que o tempo de gestação é, em média, de 19 a 22 dias e o número de filhotes por cria é de 5 a 12, na dependência da oferta de alimento e abrigo.

Agravos à saúde

Os ratos urbanos têm papel importante na transmissão de várias doenças como a leptospirose, a peste bubônica, o tifo murino e salmoneloses, entre outras. São frequentes ainda os acidentes causados pela mordedura desses animais. No Brasil, até o momento, as Hantaviroses estão associadas aos roedores silvestres.

Medidas preventivas

A infestação de ratos num local pode ser verificada através da observação dos seguintes sinais:
Fezes: sua presença é um dos melhores indicadores de infestação. As fezes podem levar à identificação da espécie presente;
Trilhas: sua aparência é de um caminho bem batido, com 5 a 8 cm de largura, sendo encontradas geralmente nas proximidades de muros, junto às paredes, atrás de materiais empilhados, sob tábuas e em áreas de gramados;
Manchas de gordura: deixadas em locais fechados, por onde passam constantemente como, por exemplo, nas paredes e vigas;
Roeduras: os ratos roem (mas não ingerem) principalmente materiais como madeira, cabos de fiação elétrica e embalagens de alimentos para gastar sua dentição e como forma de transpor barreiras para alcançar os alimentos;
Tocas: são encontradas junto ao solo, junto aos muros, entre plantas e normalmente indica infestação por ratazanas;
A prevenção é possível através da adoção de um conjunto de medidas que chamamos de antirratização:
Acondicionamento correto do lixo: dentro de sacos plásticos, em latas com tampas apropriadamente fechadas e limpas periodicamente, de preferência sobre estrado, para que não fiquem diretamente em contato com o solo;
Dispor o lixo na rua somente na hora que o coletor passa para recolher;
Nunca jogar lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;
Acondicionamento correto dos alimentos: em recipientes bem fechados;
Inspecionar periódica e cuidadosamente caixas de papelão, caixotes, atrás de armários, gavetas e todo tipo de material que adentre ao ambiente e possa estar servindo de transporte ou abrigo a camundongos;
Vedar frestas ou vãos que possam servir de porta de entrada aos ratos para os ambientes internos;
Colocar telas (com menos de 1 cm de vão de diâmetro), grelhas, ralos do tipo "abre-fecha", sacos de areia ou outros artifícios que impeçam a entrada desses animais através de ralos, encanamentos ou outros orifícios;
Evitar o acúmulo de entulho ou materiais inservíveis que possam constituir abrigo aos ratos;
Manter terrenos baldios limpos e murados;
Manter limpas as instalações de animais domésticos e não deixar a alimentação destes exposta onde os ratos possam ter acesso, principalmente à noite;
Vistoriar e manter limpos garagens e sótãos.
De importância fundamental é a parceria da comunidade do entorno, que deve ter informação e compreensão adequada do problema para eliminação de hábitos e costumes que possam contribuir para a proliferação dos ratos, tais como jogar lixo e entulho em córregos, praças, terrenos baldios, bueiros, etc.