Em discurso, vereador fala em desmando, falta de pulso e de gestão, e conluio.

A polêmica decisão de fazer com que os passageiros embarquem nos terminais urbanos do Bingen, Itamarati, Corrêas e Itaipava utilizando um dos cartões RioCard, tirando da população a opção de pagar em dinheiro a tarifa do transporte público revoltou muitos petropolitanos que utilizaram as redes sociais para desabafar. O impacto da decisão foi sentido pelo legislativo já na terça-feira (05/05), durante a sessão da Câmara Itinerante no bairro Nogueira, diante das primeiras denuncias o vereador Silmar Fortes (PMDB) anunciou que encaminharia ofício ao Ministério Público Estadual solicitando providências. Ontem (07/05), após a repercussão, os jornais decidiram estampar o tema em suas versões impressas. 

Na tarde dessa quinta, durante a sessão na Câmara Municipal de Petrópolis, o presidente da casa, vereador Paulo Igor (PMDB) fez duras críticas a iniciativa de obrigar o usuário do transporte público a comprar o RioCard para ter acesso aos terminais, leia na integra: 

“A Setranspetro deveria promover uma campanha para a iniciativa, a população já paga uma tarifa mais cara do que deveria, e nós estamos cientes dos artifícios usados pelas empresas para aumentar seu lucro, como retirar cobradores, o número de viagens onde eles colocam nas planilhas um número e na verdade o que é executado é muito menor, mas nesse caso o usuário que utiliza o transporte público diariamente recuperaria em pouco tempo o R$1 cobrado pelo cartão, mas o maior absurdo é proibir a entrada da população, o que esta acontecendo é um desmando! O que acontece na fiscalização do transporte público ou é conluio ou problema de gestão. A CPTrans não fiscaliza as empresas, quem da gratuidade é o empresário e a CPTrans se quer tem conhecimento. O número de linhas de ônibus é retirado sem avisar a CPTrans, ‘comem’ viagens e fazem o que querem. E agora, querem obrigar as pessoas a comprarem um cartão com um absurdo onde o valor pago em dinheiro é um, o valor pago no cartão é outro. Se a planilha deve ser o rateio das despesas, como as empresas sabem se vai entrar mais dinheiro vivo ou através do cartão? Ou eles estão levando prejuízo com todos pagando R$3,10 ou estão lucrando com todos pagando R$3,20. A planilha não pode ter dois valores, isso é um absurdo! Isso se deve a falta de gestão, a falta de pulso, o Sindicato das Empresas faz o que quer, se eu sou o presidente da CPTrans aplicaria uma multa, na próxima cassaria a concessão. Não pode a empresa fazer o que quer da vida, ninguém esta pedindo aqui para empresa fazer filantropia, o empresário deve ter retorno do seu investimento, mas precisa ser dentro da legalidade, o que não dá é a empresa achar que é dona da cidade. Esse ano temos um agravante, a permissão das empresas Petro Ita, Cidade das Hortênsias e Cascatinha esta vencendo, fica a minha pergunta: O governo não anunciou nada até agora, vai fazer licitação? Vai renovar a concessão? Vai acontecer o que todos já sabem. Vai fazer um negócio as escuras, e o serviço vai continuar de péssima qualidade, basta ver os ônibus dessas três empresas que são as mais antigas e continuam com os mesmos problemas anteriores a intervenção; Barata, banco quebrado, porta saindo, pneu furado... E o desmando continua! E vão fazer uma renovação por baixo dos panos, no apagar das luzes, pena que não vai dar para chegar ao Natal essa, ou eles pegam aquela semana que as pessoas estão em festa, enfim... Quero deixar claro que a questão aqui não é o R$1 pago pelo cartão, mas a Setranspetro deveria fazer uma grande campanha de conscientização, explicando que as pessoas que andam de ônibus diariamente estarão na primeira semana usando o cartão no ‘zero a zero’ e na segunda semana já estarão ganhando R$1 e assim sucessivamente, mas proibir o usuário de entrar no terminal rodoviário é um absurdo e precisou um jornal ligar para a CPTrans ficar sabendo e dizer que vai apurar, saiu o Gilmar e entrou mais um gente boa, mas pelo visto com a mesma incompetência do ex-presidente Gilmar! ” Declarou o chefe do legislativo. 

foto: divulgação