ELEIÇÕES EM PETRÓPOLIS: PT planeja voltar a prefeitura em 2016

Presidente do PT em Petrópolis Yuri Moura ao lado de
seu líder na Câmara Municipal vereador Anderson Juliano:

Pouco mais de dois anos após deixar o poder, o Partido dos Trabalhadores de Petrópolis já planeja sua volta a prefeitura. Após a mudança no comando que levou o jovem Yuri Moura a presidência, o partido que perdeu sua figura mais conhecida, o ex-prefeito Paulo Mustrangi (ainda sem partido), e um de seus dois vereadores eleitos em 2012, Luizinho Sorriso (PROS), passou por profundas mudanças. 

Personagens que por mais de duas décadas estiveram à frente da sigla na cidade já não interagem com a atual direção, que apesar da pouca experiência vem buscando aproximar-se de petistas de fora da cidade para estruturar um novo projeto político. Nos bastidores, a possibilidade da volta do vereador Luizinho Sorriso é vista como a maior vitória para o novo comando petista e um reforço importante para Yuri, que já declarou sua intenção de disputar a cadeira mais cobiçada da Cidade Imperial. 

“Acredito que o projeto que devemos construir para Petrópolis é maior que o partido, por isso ao assumir, elenquei como prioridade o diálogo com os movimentos populares, sindicatos, partidos, lideranças e sociedade. Esta relação é feita principalmente pelos núcleos e coletivos do partido, espaços de discussão e construção de propostas e ideias.

Não tivemos nos últimos 12 anos um projeto político progressista de verdade na cidade, que se importasse em mudar a vida das pessoas e acabar com as diferenças sociais existentes em Petrópolis. 
Hoje o município está dividido em 2 grandes projetos eleitorais, o projeto que governa pela terceira vez, quer governar pela quarta, e não teve a coragem de mudar a vida das pessoas para melhor, preferiu se associar as empresas de ônibus e grandes empreiteiras. E o projeto B, que olha a cidade como mais uma no mapa do interior, que busca a consolidação de uma oligarquia política no estado do Rio e tem um candidato que já passou por diversos mandatos e funções sem deixar legado algum.

Queremos falar o que nenhum deles pode falar, queremos fazer o que nenhum deles quis fazer. E o partido está aberto para construir junto de quem pensa assim. E o Luizinho se inclui neste debate, já que só queremos do lado aqueles que querem mudança, se ele quiser mudança, podemos dialogar. ” Declarou o pré-candidato petista a prefeitura, Yuri Moura. 

Adaptados a nova realidade do PT fora do poder, o comando do partido busca em seu presidente estadual e prefeito de Maricá Washington Quaquá, e sua esposa a deputada estadual Rosangela Zeidan, o apoio e troca de experiências que precisa para enfrentar seu maior desafio, vencer o conservadorismo dos petropolitanos. 

Única liderança do partido dos trabalhadores com mandato na cidade, o vereador Anderson Juliano parece ter superado suas diferenças com o novo comano de seu partido, mas o líder da oposição na Câmara Municipal sofreu recentemente uma dura derrota quando a justiça determinou o bloqueio dos bens e contas bancárias até o limite de R$5.632.997,81 do vereador petista e da empresa Locanty Com. Serviços Ltda, que prestou serviço de coleta de lixo em Petrópolis, no ano de 2009. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), Anderson, que na época era presidente-diretor da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep), causou prejuízo aos cofres públicos com a contratação emergencial da Locanty, com dispensa de licitação, por R$ 5,5 milhões. Para o MPE, não havia necessidade da rescisão do contrato para substituição da empresa em caráter emergencial. Além disso, foi apresentada uma ação civil pública contra Anderson por improbidade e atos administrativos.

A notícia amplamente divulgada nos principais veículos de comunicação do estado ligou um alerta para os petistas, é preciso planejar o futuro e sem esquecer que em um passado não tão distante, o partido teve sua oportunidade de governar Petrópolis e os adversários vão buscar fatos e dados para questionar suas ações. 

Vale ressaltar que o vereador entrou com recurso, e respondeu a matéria do site G1 da Rede Globo em 12/03/2015: “A empresa que estava não tinha interesse mais em ficar. Foi feito um destrato de forma amigável, mas não podíamos ficar sem o serviço. Então, ao mesmo tempo que fizemos a rescisão, fizemos a contratação, e depois, dentro do prazo, a licitação”, explicou Anderson, afirmando que todo o processo foi feito dentro da Lei e aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

O G1 tentou localizar algum responsável pela Locanty, mas ninguém foi encontrado até a publicação desta matéria.







Comentários