sexta-feira, 29 de maio de 2015

Caminhada alerta para Doenças Inflamatórias Intestinais em Petrópolis



Será realizada neste domingo (31) a 4ª caminha para Doenças Inflamatórias Intestinais em Petrópolis, Região Serrana do Rio, a partir das 9h30. O evento reunirá médicos, pacientes e familiares e tem o objetivo de levar mais informações sobre as doenças à população. Segundo o gastroenterologista, coordenador do ambulatório de doença inflamatória intestinal do Hospital Alcides Carneiro (HAC), José Francisco Vieira, não existem estatísticas sobre o problema nem em Petrópolis e nem no Brasil, mas, segundo dados da América do Norte e da Europa, a incidência é que de 1 a 7 pessoas a cada 100 mil habitantes possuam doenças como de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

Os sintomas que começam com diarreia contínua, às vezes com sangue nas fezes e dor abdominal, quando associados ao cansaço e perda de peso podem ser sinais das doenças inflamatórias intestinais, que nos casos mais graves, podem levar à incapacitação física e à necessidade de cirurgia no intestino e reto. O problema, explica o especialista, é que a falta de informação gera o preconceito da doença, “mas se ela for tratada de maneira adequada, com os medicamentos e dieta, o sujeito pode ter uma vida normal”, explica.

“Existem casos de pacientes que vão 14 ou 15 vezes ao banheiro por dia. Isso é um problema que afeta não só a saúde física do paciente, mas também a emocional e até econômica, já que dificulta a o dia a dia daquela pessoa, prejudicando no trabalho. O diagnóstico é feito com base no histórico clínico dos pacientes, exames de sangue e de imagem. O tratamento inclui alteração de hábitos, como parar de fumar e adoção de uma dieta saudável e medicamentos para controle da doença”, disse José Francisco.

Segundo ele, as Doenças Inflamatórias Intestinais formam um grupo de doenças crônicas, ainda de causa desconhecida, que envolvem o aparelho digestivo e afetam homens e mulheres indistintamente, sendo que o diagnóstico acontece geralmente por volta dos 30 anos de idade. O diagnóstico é feito com base no histórico clínico dos pacientes, exames de sangue e de imagem. Apesar da origem desconhecida, sabe-se que pode haver predisposição genética e que o meio ambiente exerce papel importante - nas últimas décadas, o número de pacientes diagnosticados com doenças relacionadas cresceu 15 vezes nos centros urbanos.

A caminhada parte da Praça da Liberdade, passa pela Rua da Imperatriz e tem termina em frente à Câmara Municipal de Petrópolis.

fonte: Do G1 Região Serrana

Nenhum comentário: