Habitação e Defesa Civil vão cooperar para construções seguras



As secretarias de Habitação e Defesa Civil estão formalizando acordo de cooperação para oferecer aos municípios fluminenses conhecimento técnico em projetos habitacionais realizados pelas administrações públicas. Hoje, a Defesa Civil tem mapeados os principais riscos de desastres naturais no estado e a cooperação vai aproximar prefeituras de acompanhamento técnico na concepção da construção de moradias.

 “O quadro de engenheiros e arquitetos da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), subordinada à Secretaria, e o corpo técnico da Defesa Civil ficam disponíveis para os municípios que quiserem ajuda na projeção de programas habitacionais.  A meta é ajudar as administrações em suas iniciativas”, afirma Bernardo Rossi, secretário de Estado de Habitação.

A Secretaria de Estado de Defesa Civil identificou e hierarquizou, com apoio das 92 prefeituras fluminenses, 460 ameaças naturais de desastres, a partir do Mapa de Ameaças Naturais do Estado do Rio de Janeiro. Como consequência deste estudo, 82 Defesas Civis municipais desenvolveram 374 planos de contingência e os colocaram em prática a partir de novembro.  Habitação e Defesa Civil entendem que, com o acordo de cooperação, a ocupação ordenada do solo direcionada por técnicos vai colaborar para mitigar riscos.

“A Habitação é uma dos principais itens da Política Nacional de Defesa Civil. As áreas de habitação e defesa civil se entrelaçam e essa cooperação vai contribuir para que as cidades promovam ocupações seguras sem riscos à população. Defesa civil é atuar preventivamente e a habitação segura é umas das ferramentas”, afirma o tenente-coronel Paulo Renato Vaz, diretor do Departamento Geral da Secretaria de Estado de Defesa Civil.

 Em uma segunda fase do acordo de cooperação, Habitação e Defesa Civil irão distribuir material informativo e organizar palestras em todos os municípios fluminenses que solicitarem campanha de esclarecimento. “A Habitação faz parte desta rede de prevenção e queremos estar mais atuantes junto com a Defesa Civil. Não basta só viabilizar ou construir casas populares. Informar sobre reformas corretas, cuidados com o solo também fazem parte da preservação das edificações seguras”, completa Bernardo Rossi. As ações previstas no acordo de cooperação serão iniciadas pela Região Serrana, formada por municípios com histórico de deslizamento de encostas e ocupações irregulares.

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