domingo, 22 de março de 2015

Frente Mista do Trânsito vai propor medidas para reduzir violência



No relançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Trânsito Seguro, na última quinta-feira (19), deputados e gestores públicos defenderam a integração entre os poderes para criar medidas que reduzam a violência no trânsito. A frente existe desde 2003 e uma de suas metas é contribuir para que o Brasil atinja meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010 que diz que os países devem reduzir em até 50% o número de mortos e feridos pela violência no trânsito até 2020.
Para o presidente da frente, deputado Hugo Leal (Pros), é fundamental que os entes federais, estaduais e municipais, assim como outras instâncias do Poder Público, atuem em conjunto para elaborar medidas efetivas. Hugo Leal também foi autor da Lei Seca (Lei 11.705/08), aprovada em 2008.
– Não pode cada um achar que está fazendo seu trabalho e ninguém coletar o que está acontecendo no âmbito geral. O quê está acontecendo, quantos acidentes, por quê estão acontecendo e o que posso fazer para evitar. E aí não tem que dizer se a rodovia é federal, estadual ou municipal. O que interessa é como nós estamos dispostos a trabalhar, em conjunto, integrados, para trazer resultados – analisou o deputado.

“A segurança viária é uma questão mundial, uma causa de toda a população. O objetivo da Frente Parlamentar é sair do discurso e partir para a ação”
Hugo Leal – presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Trânsito Seguro

A Frente Parlamentar foi concebida em 2009 com o objetivo de discutir e propor medidas que contribuam par a redução da violência no trânsito.
– A segurança viária é uma questão mundial, uma causa de toda a população. O objetivo da Frente Parlamentar é sair do discurso e partir para a ação – disse Hugo Leal.

Década Mundial de Ação pela Segurança Viária

Segundo relatório da ONU, os acidentes são a causa número um de mortes de jovens entre 15 e 29 anos no mundo, com 1,24 milhão de óbitos por ano. O estudo da ONU também aponta que três em cada quatro mortes são de pessoas do sexo masculino. No Brasil, entre 2000 e 2011, o número de mortes nas vias públicas aumentou 49,2%, de acordo com o Mapa da Violência, pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.
Autora do projeto de lei que criminaliza a embriaguez no trânsito, a deputada Keiko Ota (PSB-SP) defende regras mais rígidas para evitar os acidentes. A matéria foi resultado de proposta de iniciativa popular lançada pela campanha "Não Foi Acidente".
– Acho que a gente tem que trabalhar em duas pontas: a prevenção, por cultura de paz, porque hoje a violência também é cultural; e também com leis mais duras. Tem que ter leis para punir, de fato, para coibir esse efeito da violência. São quase 30 mil homicídios por ano. Atropelamento, quando é embriagado, é também uma violência – comentou Ota.
No lançamento da Década Mundial de Ação pela Segurança Viária, em 2010, a ONU reiterou que a palavra “acidente” não é a mais adequada para definir acontecimentos no trânsito que fazem mortos e feridos, já que acidentes são inevitáveis e a maioria dos casos de violência no trânsito são por causas previsíveis.

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