Curral de apreensão da GC de Petrópolis apresenta irregularidades

FOTOS DA EQUIPE QUE FISCALIZOU O LOCAL, MATÉRIA DO SITE G1/Globo E O DEPOIMENTO CHOCANTE DA VEREADORA GILDA BEATRIZ (PMDB)

ESTOU ESPERANDO A RESPOSTA DE UMA CERTA VETERINÁRIA, E AÍ... O CAVALO COMEU SUA LÍNGUA Dra. ???


Nesta quarta-feira (11), uma nova vistoria ao curral de apreensão da cavalaria da Guarda Civil de Petrópolis, Região Serrana do Rio, apontou irregularidades. A visita ao local, que fica em Itaipava, foi feita pela Comissão de Proteção de Defesa dos Direitos dos Animais, pela OAB de Petrópolis e a vereadora Gilda Beatriz, que constatou as irregularidades. De acordo com Gilda, o curral enfrenta falta de água, um dos cavalos estava enfestado de carrapatos e, por volta das 13h30, uma das baias estava cheia de fezes.

Outro problema levantado pela visita do legislativo ao local é o enterro dos animais sacrificados no mesmo terreno onde os outros animais são abrigados. “Vários animais com anemia infecciosa equina foram enterrados naquele terreno. Como garantir que aquele solo não está contaminado?”, questionou Patrícia Santana Leite, chefe de gabinete da vereadora.
Segundo Gilda Beatriz, o que pode estar agravando estes problemas é a falta de funcionários. Apenas quatro guardas municipais e um chefe atuam no local e são responsáveis lavar as baias, cortar capim na beira do rio, atender telefone, receber denúncias, capturar os cavalos, além de lavar as baias e cuidar dos animais com carrapatos, por exemplo.

"O cavalo está cheio de carrapatos e aquelas máquinas de lavagem é de um dos funcionários, que não estava de plantão hoje. Ou seja, só quando esse funcionário estiver trabalhando o animal vai poder ser lavado para retirar os carrapatos", contou Patrícia, alegando que o municpipio não oferece equipamentos para os guardas trabalharem.

Ainda de acordo com as informações, a cerca de seis meses a água utilizada vem do cemitério municipal de Itaipava e o fornecimento acontece em intervalos ao longo do dia. Segundo a vereadora, na semana passada, a prefeitura instalou uma caixa d'água no local, mas não solucionou o problema e, muitas vezes, os guardas têm que buscar água em Pedro do Rio.

Segundos os funcionários, a prefeitura não paga mais hora extra e o trabalho é feito em esquema de plantão 24 horas. Entre outras irregularidades, a vistoria encontrou entulhos no local onde deveriam estar guardados remédios. Os alimentos ficam estocados junto com material de limpeza e as obras que deveriam ter sido concluídas em maio do ano passado, ainda não terminaram.

Para tentar solucionar os problemas do curral, a Comissão de Proteção de Defesa dos Direitos dos Animais, da OAB de Petrópolis, vai entrar com uma Ação Civil Pública.
A reportagem do G1 entrou em contato com a prefeitura para saber como o município pretende solucionar os problemas apontados pela vistoria, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

via G1 Serra

LEIA O RELATO DA VEREADORA GILDA BEATRIZ
PUBLICADO EM SUA PÁGINA OFICIAL

“Hoje estivemos novamente no curral de apreensão municipal, em Itaipava. Desta vez, para que não sejamos acusados de mostrar fotos antigas ou narrar fatos inverídicos, as equipes de reportagem da Inter TV e do SBT foram conosco e registraram tudo o que viram
Além de todas as irregularidades vistas e divulgadas acerca da minha visita da semana passada, hoje ( 11/03 ) encontramos o guarda municipal, cujo nome não vou divulgar, que nos recebeu sozinho em seu plantão. 
Vimos mais uma vez as condições péssimas do alojamento dos guardas. Porém, além de terem a água fornecida pelo Cemitério Municipal, não dispondo de caixa d’água própria, estavam sem água. O abastecimento só foi iniciado, nesta data, às 14:30 horas. Conclusão: baia cheia de fezes e urina impregnando o ar e juntando moscas. Ontem chegou um cavalo infestado de carrapatos, mas sem água e sem uma máquina de lavar de pressão, o cavalos não pode ser cuidado. Os guardas também não possuem nenhum equipamento de segurança.
Duas outras situações são muito preocupantes:
A primeira refere-se ao sacrifício de animais contaminados com a Anemia Infecciosa Equina, que é uma doença letal e transmissível a outros animais. O animal abatido vem sendo enterrado no terreno do próprio curral. As normas de segurança sanitária, do Ministério de Agricultura, indicam que o animal seja incinerado ou enterrado o mais próximo possível de onde estava. Ok. Mas esses cavalos foram enterrados em valas comuns, sem que haja estrutura no local para isso, sem que haja uma avaliação sanitária autorizando isso. Para vocês terem uma ideia, tinha um cavalo apreendido que pastava próximo onde havia um cavalo enterrado, contaminado com AIE . Não há contaminação do solo? Não há contaminação de lençóis freáticos? Ao lado estão construindo um condomínio.
Será seguro? 
Outra questão é com relação aos guardas municipais. Eles são apenas 5. Um chefe e mais outros 4 GM’s. Ontem, em reunião com o Secretário de Segurança, o Prefeito informou que a hora extra e as férias foram CORTADAS dos guardas municipais. Aí é que o serviço vai ser paralisado. Sem a hora extra, o guarda não vai trabalhar fora do seu plantão. Então fica a pergunta: um só guarda vai conseguir: 1) cortar capim na beira do rio para os cavalos; 2) manter a higiene das baias; 3) cuidar dos animais; 4) atender aos telefonemas indicando cavalos nas ruas; 5) apreender e transportar sozinho o cavalo, e enquanto isso, o curral fica sem ninguém! É assim que será realizado o serviço? Os guardas municipais encontram-se numa situação péssima e com certeza fazem muito mais do que podem. ” Que coisa hein.