​Atropelamento de capivara em Petrópolis destaca necessidade de ações para proteger espécie na região



Na manhã desta segunda-feira, uma capivara que caminhava pela pista da Av. Barão do Rio Branco foi atropelada, socorrida e levada com urgência pelo Corpo de Bombeiros à Clínica Veterinária Amigo Bicho, na Montecaseros. O animal  fraturou a bacia, foi medicado e ficará em observação. "Possivelmente, ela precisará de 21 dias de repouso até o organismo reposicionar o osso completamente", explica a veterinária Priscila Mesiano.

Segundo o especialista em animais silvestres, Francisco Vilardo, que fez parte da equipe da clínica que atendeu o roedor, o fato evidencia a importância de Petrópolis possuir um Centro de Reabilitação de Animais Selvagens. "Por falta de local apropriado, o mamífero vai permanecer na clínica até a completa recuperação, mas já está mais do que na hora de uma cidade como Petrópolis com uma população silvestre tão diversificada possuir um CRAS para este tipo de atendimento emergencial, pois estas espécies precisam de um espaço de internação adequado e estruturado para elas", avalia.

Vilardo destaca ainda fatores como educação e consciência dos habitantes para viver em integração com os animais da mata atlântica. "As capivaras vivem nas matas ciliares dos rios, não se pode cercar o ambiente delas porque se chover e o rio encher, o problema será ainda maior. É preciso dirigir com atenção, prudência e velocidade compatível com uma boa frenagem, além de ser necessário instalar um bom número de placas ao longo da Barão ressaltando que há grande quantidade de animais  no entorno da pista", opina.

O roedor  é uma espécie capaz de grande locomoção, migrando muitas vezes de Três Rios ou Além Paraíba. Sempre que há uma escassez de alimento ou recursos hídricos para reprodução, ela procura outros locais adequados para a sobrevivência.