Em Petrópolis foram registrados dois casos de malária


Ao todo, foram registrados 14 casos da doença.
Secretaria Estadual de Saúde descarta surto.


A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmou nesta quarta-feira (25) que não há surto de malária no estado do Rio de Janeiro. Em nota enviada ao G1, o órgão afirmou que foram registrados 14 casos da doença e os locais de infecção são os municípios de Miguel Pereira, com três casos, e, na Região Serrana, Nova Friburgo e Petrópolis, com dois registros em cada cidade, e Teresópolis, com uma pessoa infectada. A origem dos outros seis casos já confirmados permanece em investigação.

Já o Ministério da Saúde informou que foi notificado pela SES sobre os 14 casos em pessoas com histórico de deslocamento para áreas cobertas de Mata Atlântica e arredores. O ministério disse que está acompanhando a investigação dos casos que ocorreram nas últimas três semanas na Região Serrana do estado. Apesar disso, não foram notificados casos graves da doença.

Segundo dados do estado, anualmente, são registrados casos de malária, ou seja, não é possível afirmar que a doença esteja erradicada no estado. De acordo com o Ministério das Saúde, em 2013, o Brasil registrou o menor número de casos de malária dos últimos 33 anos, com 178.614 casos notificados, representando uma queda de 71% comparado aos 615.246 casos notificados no ano 2000.

“A Incidência Parasitária Anual (IPA), que mensura o risco de se contrair malária, reduziu na região Amazônica quase 80% no mesmo período, passando de 29,4 casos/1000 habitantes em 2000 para 6,3 em 2013, alterando a situação do país de médio para baixo risco em contrair malária”, disse trecho da nota divulgada pelo governo federal.

Para a secretaria estadual de saúde, a situação é de alerta apenas para pessoas que circulam em regiões próximas de área de Mata Atlântica, já que o forte calor favorece o desenvolvimento do mosquito. “Como a transmissão ocorre em ambiente silvestre, a orientação para as pessoas que tenham frequentado áreas de Mata Atlântica e apresentem quadro febril é para que busquem atendimento médico, informando o histórico de viagem, para facilitar o diagnóstico e o início de tratamento adequado”, afirmou a SES.

A reportagem do G1 também entrou em contato com Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por estudar e identificar a doença, e foi informada que a população pode fiar tranquila. Especialistas da Fiocruz afirmaram que  o diagnóstico rápido é fundamental e o “Malária-Fone” está disponível para atender profissionais de saúde que precisem de auxílio em casos suspeitos.

O Ministério da Saúde disse que financia estudo da Fiocruz, em parceria com o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para sequenciar por completo o genoma do Plasmódio encontrado na Mata Atlântica. O objetivo é identificar a origem do parasito e o envolvimento de outros animais, como macacos, no ciclo de transmissão. Isso ajudará a traçar estratégias para a eliminação da malária na região.

Fonte G1

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