Adolescentes são alvo de assaltos na Avenida Koeler


Ariane Nascimento - A Avenida Koeler, além de abrigar alguns dos casarões históricos de Petrópolis, como o Palácio Sérgio Fadel, onde hoje funciona a Prefeitura, a Casa da Princesa Isabel e também o Palácio Rio Negro, tem sido também ponto de eventos que vão na contramão da beleza da via. Pela falta de movimento, estudantes tem sido alvo de assaltos em plena luz do dia na localidade, o que reacende outro problema, a falta de segurança nas ruas históricas da Cidade de Pedro.

Nas vésperas do Carnaval, duas estudantes de 16 anos que saíam da escola na Rua Raul de Leoni e se encaminhavam para o curso de inglês, por volta das 15h, foram abordadas por um homem, segundo relatos, bem vestido que as ameaçou enquanto pedia os pertences. “A minha filha é muito tímida, toda quietinha e nem entendeu de início o que estava acontecendo. Segundo elas me contaram o homem chegou falando 'passa o celular se não eu meto bala', elas acabaram entregando as coisas e desesperadas procuraram abrigo no Palácio Rio Negro”, contou Andresa Ferreira, mãe de uma das vítimas.

Segundo ela, a rua, que é um dos principais pontos turísticos, não tem qualquer fiscalização ou ronda escolar, apesar de ter escolas ao redor e cursos na própria via, para onde as meninas iam. A preocupação da mãe, no entanto, é outra.

“Logo depois que elas conseguiram me ligar acionamos a polícia, que claro demorou para chegar o homem já estava bem longe. Não há nem sequer câmeras de monitoramento aqui. O meu medo é que se ele chegasse e colocasse as meninas para dentro do carro, ninguém ia ver nada. Porque falamos aqui do celular que foi roubado, que não é aceitável de maneira nenhuma, mas é um bem que podemos trabalhar e comprar outro, mas e a vida das meninas em risco, este é o fato principal”, lamentou a mãe da adolescente.

O assalto às adolescentes não foi o primeiro caso registrado. Há cerca de dois anos que as escolas e cursos da redondeza, englobando, além da Avenida Koeler, a Rua da Imperatriz e também a Avenida Ipiranga, se mobilizaram para pedir mais segurança para os alunos. Aconteceram reuniões com o Juiz da Vara da Infância e também com representantes de alto escalão da Polícia Militar de Petrópolis. O problema foi sanado, mas apenas naquele momento.

“No ano passado ainda ouvi novos relatos de alunos nossos que chegavam aqui contanto sobre os incidentes. O que nos deixou mais chateados desta vez foi que aconteceu em plena luz do dia. Se os pais não puderem confiar em deixar as crianças andarem na rua neste horário é o fim. A ronda escolar que tínhamos tem muito tempo que não vejo mais. Temos alunos aqui a partir de cinco anos, mas crianças com 10 anos, que ou os pais tem escritórios no centro ou moram em estudam nas proximidades vem para o curso sozinhas, precisamos de mais policiamento e fiscalização”, pediu a gerente do curso de inglês Cultura Inglesa, Elisabete Thess, local onde as meninas iam no momento do assalto.

O comandante do 26º Batalhão da Polícia Militar, o tenente-coronel Marcelo Quinhões, disse que vai reativar a fiscalização nos locais citados pela reportagem com a volta às aulas. “Sabemos desse trabalho que era realizado desde o ano passado e retornaremos com patrulhamento ostensivo na região”, disse.

fonte: Tribuna de Petrópolis

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