Manifestantes conseguem acordo e deixam a Prefeitura de Petrópolis, RJ



Os cerca de 50 manifestantes que pernoitaram acampandos nos jardins e calçada da prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, estão deixando o local neste momento, depois de 21 horas de ocupação. Eles conseguiram um acordo de reunião com o prefeito Rubens Bomtempo, marcada para a próxima segunda-feira (2), para discutir o reajuste da passagem de ônibus na cidade. 
(Foto: Andressa Canejo/G1)

Os manifestantes prometem lotar o plenário da Câmara Municipal às 19h desta quarta-feira (28), onde acontece audiência pública que vai discutir emenda à Lei Orgânica do Município para que os reajustes de tarifas sejam feitas por projeto de lei e não mais por decreto do Chefe do Executivo. Desta forma, os reajustes das passagens de ônibus da cidade teriam que ser também aprovados pelos vereadores. fonte: G1 

Entenda o caso:

A sede da prefeitura foi ocupada pelos manifestantes no início da noite desta terça-feira (27), após percorrerem as ruas do Centro em protesto contra o aumento da passagem de ônibus na cidade, que passou de R$ 2,80 para R$ 3,20. O novo valor entrou em vigor no último dia 14 de janeiro, após a Justiça ter revogado uma liminar que havia impedido o reajuste, até então previsto para o dia 6 de janeiro.
De acordo com os manifestantes, que integram a 'Frente de luta pelo transporte público de Petrópolis', além de pedirem explicações plausíveis para o aumento da passagem, que eles consideram abusivo; o grupo também reivindica uma tarifa social, com valor reduzido nos fins de semana; e ainda pedem o fim da dupla função de motorista, que vêm acumulando, em muitos casos, a função de cobrador.

“Nós queremos um posicionamento claro do prefeito, que é o chefe do executivo e responsável pelo aumento, independente do posicionamento do Comutran. Queremos reediscutir esse reajuste da passagem, pois independente dos argumentos dele, é sim superfaturada. Queremos criar uma tarifa social, pois sabemos que nos finais de semana a frota é reduzida. A gente vê viabilidade dessa tarifa ser entre R$ 1 e R$ 1,50 e vários municípios já operam assim. E a terceira é que seja cumprida a lei do fim da dupla função. Não concordamos que o motorista acumule essa função, ganhando R$ 8 a mais, o que o cobrador ganhava R$ 50 por dia. Além de dividir a classe, tem a precarização do trabalho”, explicou o membro da frente, Yuri Moura.

O prédio da prefeitura está fechado, funcionando apenas os setores administrativos. O atendimento ao público, que é feito a partir das 12h30, ficará interrompido enquanto os manifestantes estiverem ocupando o espaço.

Em nota, a prefeitura informou que respeita o direito às manifestações, mas informa que o reajuste da tarifa de ônibus encontra respaldo em decisão judical. Essa decisão entende que o conselho municipal de transportes, o Comutran, composto por representantes de diversos setores da sociedade, analisou as planilhas e concluiu que o reajuste era necessário para a manutenção do sistema de transporte coletivo da cidade.

Em entrevista ao G1, o procurador geral do município, Marcus São Thiago reiterou que a prefeitura respeita as decisões judiciais e que o reajuste é uma questão de equilíbrio econômico-financeiro das empresas, necessário para que o sistema não quebre.

Sobre a ocupação dos manifestantes, ele afirmou que o governo já está tomando todas as providências legais cabíveis para que o espaço da prefeitura seja preservado e desocupado.

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