Petrópolis registra 100 novos casos de HIV por ano



De acordo com dados do Programa DST/Aids, da Secretaria Municipal de Saúde, entre 1985 e outubro de 2014, foram registrados 2.512 casos de HIV na cidade. Nos últimos cinco anos, a média é de 100 novos contágios anualmente. A doença ainda é predominante nos homens (63%). Um dado positivo é a queda acentuada no índice de óbitos, passando de 184 entre 2000 e 2004, para 97 nos anos de 2010 a 2014.

A fim de reduzir ainda mais as os números referentes à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a prefeitura deu início nesta segunda-feira (1º/12), à Campanha Municipal pelo Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A iniciativa faz parte do “Dezembro Vermelho”, criado pela Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Campanha contra o preconceito

Com o slogan “É possível tratar, até o preconceito”, a campanha deste ano tem como principal objetivo convocar os gestores, prestadores de serviços e profissionais de saúde, sociedade civil organizada, instituições de ensino e afins a abraçar a causa, ampliando o acesso ao diagnóstico e sensibilizando a população sobre a importância de fazer o teste.

- Estamos focando o preconceito. Queremos despertar a atenção das pessoas para o quanto isso é prejudicial para quem tem o vírus e para quem tem e não sabe. Precisamos inserir essas pessoas no sistema de saúde. Seja o resultado do exame positivo ou negativo, o importante é ficar sabendo - ressaltou a coordenadora do Programa DST/Aids, Maria Inês Ferreira.

A mobilização será realizada nos postos e unidades de saúde do município com distribuição de materiais informativos e preservativos masculinos. Equipes também farão o teste rápido do HIV/Aids, Sífilis e Hepatites B e C (com resultado em até 30 minutos) em cinco unidades de saúde (Quitandinha, Itaipava, Posse, Alto Independência e Retiro), além da sede do programa, o Departamento de Doenças Infecto Parasitárias (DIP), no prédio anexo ao Hospital Municipal Doutor Nelson de Sá Earp (HMNSE) .

O ameaça da tuberculose

A tuberculose também será abordada nesse período, por ser a maior causa de mortalidade de pessoas portadoras de HIV. Segundo dados de 2011 da Organização Mundial de Saúde (OMS), os infectados têm 21 a 34 vezes mais propensão a desenvolver tuberculose ativa quando comparadas à população em geral. Por isso, a doença deve ser sempre investigada quando houver presença de sintomas (febre, tosse, sudorese noturna e emagrecimento).

 Para chamar atenção sobre a campanha, o Obelisco, a sede da Prefeitura (Palácio Sérgio Fadel), Câmara de Vereadores e Catedral São Pedro de Alcântara serão iluminados com a cor vermelha, durante todo o mês de dezembro. O laço vermelho é visto como símbolo da solidariedade e de comprometimento na luta contra a Aids e a cor foi escolhida por causa da sua ligação ao sangue e à ideia da paixão que envolve o movimento.

Estímulo a políticas contra a Aids

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi criado em outubro de 1987. A data (primeiro de dezembro) serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministro da Saúde.

A campanha nacional enfatiza e incentiva, por meio do contexto da nova política de Aids, o diagnóstico precoce do HIV como uma estratégia que ajuda as pessoas a viver com mais qualidade, além de indicar o tratamento gratuito como um direito garantido pelo SUS.