PETRÓPOLIS / Ano termina sem a ‘CPI do concreto’ da Praça da Liberdade



No final de março aconteceu a reinauguração oficial da Praça da Liberdade, no Centro de Petrópolis. A reforma, que durou o dobro do tempo previsto e custou cerca de R$ 2 milhões, dividiu opiniões e gerou muita polêmica ganhando espaço na grande imprensa nacional. 

O espaço tem aproximadamente 20 mil metros quadrados recebeu poucas mudanças, o piso foi trocado e nivelado, a iluminação, que era composta por 48 luminárias e agora possui 111. 

Segundo a prefeitura em nota para o jornal O Glogo do dia 07 de abril, os recursos do Ministério do Turismo são “carimbados” e não poderiam ser aplicados em outra intervenção, uma vez que o projeto apresentado previa melhorias para o setor turístico. Eles correspondem a 45% do pouco mais de R$ 1 milhão aplicado, enquanto os outros 55% foram pagos pelo município, que também arcou com os R$ 800 mil investidos apenas em iluminação.

O atraso de quase quatro meses na conclusão da obra foi ocasionado, segundo a prefeitura, pela necessidade de aprovação de todas as alterações feitas no projeto original por órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Caixa Econômica Federal (responsável pela liberação dos recursos).

A área do parquinho foi ampliada em 100 metros quadrados, incluindo um balanço e um carrossel para crianças portadoras de deficiência física, mas os brinquedos quebraram na primeira semana de uso. (foto)

Apesar da repercussão, nenhuma atitude da Câmara Municipal de Petrópolis veio de encontro aos pedidos da população de respostas sobre os gastos que escandalizaram parte da Cidade Imperial, representantes da Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico, entidade ligada à preservação do patrimônio, acreditam que as intervenções descaracterizaram o local, já para o Iphan, que fiscalizou toda a reforma, disse que as características originais do local foram preservadas, incluindo o piso em ladrilho hidráulico encontrado ao redor do chafariz que, possivelmente, data da época da construção do mesmo. 

Polêmicas a parte, o legislativo municipal que passou o ano concentrado em encontrar novas datas comemorativas e leis de “grande importância” como a que regulamenta as corridas de rua adicionou o assunto a sua lista de decepções para população petropolitana. 

Nota oficial para: blogdoeduardoferreira@gmail.com



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