Parques e áreas de lazer no estado devem reservar brinquedos e equipamentos esportivos para pessoas com deficiência


Novos parques e áreas de lazer no estado do Rio que foram construídos em convênio com prefeituras ou por iniciativa do Executivo estadual prevendo estruturas para lazer e esportes devem ter também brinquedos e equipamentos específicos para crianças e adultos com deficiência. A Assembleia Legislativa do Rio aprovou nesta quarta-feira (03.12), em segunda discussão, o projeto de lei do deputado Bernardo Rossi (PMDB) que agora vai à sanção do governador Luiz Fernando Pezão.  Das 2,4 milhões de pessoas com deficiência no Estado pelo menos 240 mil tem menos de 18 anos. Em Petrópolis, são 39 mil pessoas com deficiência, pelo menos quatro mil entre crianças e adolescentes. 
Pela Lei, além de passar a ser obrigatória a inclusão dos equipamentos em futuros projetos, o governo do estado fica autorizado a firmar novos convênios com as prefeituras para dotar as áreas já construídas ou reformadas dos equipamentos para pessoas com deficiência.

“A inclusão da pessoa com deficiência passa, obrigatoriamente, pela acessibilidade e isto inclui a mesma oportunidade de acesso a transporte, prédios e equipamentos urbanos. Praças e áreas de lazer estão incluídas no rol de locais que devem ser frequentados com a mesma oportunidade para todos”, defende Bernardo Rossi que está confiante na sanção do governador. “São vários projetos aprovados que beneficiam a população com deficiência. Cada um deles é uma vitória na luta pela inclusão”, completa.

Para Bernardo Rossi, os equipamentos beneficiam, sobretudo, as crianças.  O estudo, da Unicef, “Situação Mundial da Infância 2013″ diz que  esta parcela da população com deficiência é menos propensa a receber cuidados de saúde ou ir à escola. “Ter a chance de frequentar um parque, de ter lazer e diversão como qualquer pessoa também é fundamental para a criança com deficiência, além dos cuidados básicos, da educação e de seu desenvolvimento para o mercado de trabalho”, aponta Bernardo Rossi.

O deputado petropolitano entende ainda que cabe à sociedade ajudar a conscientizar a população da conservação dos equipamentos já existentes. “Há caso aqui mesmo na cidade onde brinquedos acabaram quebrados pelo uso incorreto de crianças sem deficiência. Este tipo de equipamento que exige design e tecnologia para sua confecção é mais caro e mais raro por isso. A Lei vem justamente para que eles sejam freqüentes, mas é necessária a consciência de todos em sua preservação”, completa.

Via ASCOM

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