segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

BOMTEMPO PERDE A DISPUTA PELO PODER NA CÂMARA MUNICIPAL


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Vereador mais votado com 3.999 votos, Paulo Igor (PMDB) foi eleito presidente da Câmara Municipal de Petrópolis disputando com o vereador Vadinho (PSB) candidato do então eleito para o terceiro mandato Rubens Bomtempo, a “chapa governista” foi derrotada por nove votos a seis.

Foi a primeira vitória do PMDB após perder a prefeitura para o Bomtempo, dois anos depois, o candidato derrotado Bernardo Rossi volta à cena como deputado estadual mais votado da história com 56.806 votos. Todos os candidatos lançados pelo prefeito juntos – a Alerj e a Câmara Federal – não atingiram metade da votação do peemedebista. 

Fragilizado pelas derrotas em todos os projetos políticos onde entrou como um dos coordenadores nas eleições 2014, Bomtempo tentou articular nos bastidores uma aliança com o poderoso Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), para tentar tirar do PMDB o comando do legislativo, mas a direção do PTB no município e também no estado anunciou que apoiará o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na cidade. 

O partido da petropolitana recém-eleita presidente nacional Cristiane Brasil decidiu retirar o nome do vereador Roni Medeiros da disputa pela presidência da Câmara e, tanto ele, quanto o também vereador Meirelles, vão apoiar a candidatura de Paulo Igor à reeleição no comando da mesa-diretora.

O ato de anúncio da união das legendas em Petrópolis aconteceu no sábado (13). PMDB e PTB são aliados na condução do governo Pezão, onde o presidente municipal, Marcus von Seehausen, e o deputado estadual e presidente estadual, Marcus Vinícius Neskau ‘revezam’ no comando da Secretaria Estadual de Envelhecimento Saudável. 

COMENTÁRIOS: 1) É claro que pesou na hora da escolha a aliança a nível estadual, a alta rejeição do governo Bomtempo e a real possibilidade de aliança em 2016 com chance da indicação do vice na chapa peemedebista. 

2) O prefeito Rubens Bomtempo esteve focado na eleição presidencial como um dos coordenadores da campanha da candidata do seu partido Marina Silva e acabou não se dedicando a disputa no legislativo, derrotado em Brasília, derrotado na disputa pela Alerj e agora derrotado na disputa pelo comando da Câmara Municipal. PMDB e PTB alinharam os discursos sobre a independência do legislativo, isso pode significar dias mais duros para o governo em seus dois últimos anos antes da disputa pelo quarto mandato independente de quem seja o candidato. 

3) No legislativo, os vereadores Silmar Fortes e Gilda Beatriz já engrossaram a voz com o governo e em breve podem engrossar também o time da oposição ao lado do vereador Anderson Juliano (PT) que deve ficar fora da mesa-diretora, mas continua como aliado de primeira hora do mais novo bambambam da política municipal vereador Paulo Igor. 

4) Engana-se quem pensa que minha avaliação será o ‘prenúncio do fim’ para Bomtempo e seus aliados, pelo contrário, a partir de mais essa derrota o prefeito volta a realidade política local com grande necessidade de conseguir avanços em busca de melhores chances na disputa pela reeleição. Política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou. Dizia Magalhães Pinto. 

E como exemplo, lembro-me do governo de um dos amigos que mais critiquei na política, o ex-prefeito Paulo Mustrangi, que enfrentou uma grande rejeição durante todo o governo e dentro do processo eleitoral, mas conseguiu crescer com todas as dificuldades políticas dentro e fora do governo e por muito pouco não chegou ao segundo turno das eleições 2012. E tenho a mais absoluta certeza que essa eleição não saíra da cabeça de nenhum dos possíveis candidatos em 2016 para que erros não voltem a ser cometidos. Ninguém pode subestimar a força da máquina pública, muito menos quando ela esta nas mãos de um dos articuladores políticos mais talentosos da nossa história. 

#ficaadica

2 comentários:

Antonio disse...

Caro amigo Eduardo, excelente texto! Gosto muito quando publicas sobre os bastidores da política petropolitana. Gostaria muito que um nome de peso e de oposição surgisse para as próximas eleições. Acredito que o deputado Bernardo Rossi deverá ser o próximo prefeito, mas tenho fé de que o PT possa lançar o combativo vereador Anderson Juliano como candidato, ainda que seja para torná-lo mais conhecido. No entanto isso depende de cálculo político pois o Anderson seguramente se reelegeria vereador, mas se for candidato a prefeito possivelmente ficará sem mandato. Permita-me apenas uma pequena correção: a sigla PMDB significa Partido do Movimento Democrático Brasileiro e não Partido da Mobilização Democrática Brasileira como está no texto.

Eduardo Ferreira disse...

Obrigado por prestigiar o blog Antonio. Fiz a correção. Grande abraço