Bomtempo atropela a Câmara Municipal e vereadores reagem



O que vocês acham de vender a coroa imperial e construir uma estátua do prefeito Dr. Rubens Bomtempo nos jardins do Museu? Sim, acredito que a ideia seria aprovada pela Câmara e todos os órgãos, entidades, veículos de comunicação e forças ocultas do universo. Não entra na minha cabeça saber que um político faz o que deseja em uma cidade politizada e da importância de Petrópolis sem qualquer resistência que no mínimo provoque um debate sadio com a sociedade e principalmente com o legislativo municipal.

É inadmissível que o governo divulgue a notícia da subconcessão das 700 vagas de estacionamento rotativo de Petrópolis, passada a imprensa pela Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes de Petrópolis (CPTrans) e só depois venha a notícia da preocupação dos vereadores.

Pela primeira vez nesta legislatura fiquei feliz em ver que durante a sessão desta quinta-feira parlamentares se manifestaram contrários à iniciativa e informaram que vão questionar o presidente da CPTrans, Gilmar de Oliveira, sobre os motivos da terceirização do serviço. Segundo os jornais locais o assunto foi debatido inicialmente pelo presidente da Casa, vereador Paulo Igor (PMDB), que anunciou que encaminhará nesta sexta-feira um pedido de informações à CPTrans.  Paralelo a isso uma audiência pública será marcada para discutir o assunto.

“Numa cidade em que os estacionamentos estão entre as atividades mais rentáveis, a cobrança de rotativo em áreas públicas vem dando prejuízo à CPtrans.  Os números divulgados pela empresa não batem.  Diariamente os rotativos funcionam durante 9h, mas no calculo da CPTrans estas vagas ficam ocupadas menos de 3h", diz Paulo Igor.

O presidente explicou ainda que além de encaminhar um pedido de informações à CPTrans, o departamento jurídico da Casa também avalia se a subconcessão, que dará direito a exploração dos rotativos pelo prazo de 10 anos, é legal.  “A CPTrans precisa explicar ainda como o número de vagas que hoje é de 700 passará para 1.700 – uma aumento de mais de 150%”, completa  o vereador Silmar Fortes.

Os vereadores Osvaldo do Vale e Jorge Martins (ambos do PSB) também manifestaram preocupação com a terceirização das vagas. “Temos que saber em que locais serão abertas estas novas vagas. Esta casa precisa se aprofundar mais neste assunto, pois ele interfere no dia a dia da cidade”, disse Vadinho.  “Os números divulgados realmente não batem. Se os números de vagas vai aumentar, não há porque terceirizar este serviço”, completa o vereador Jorginho do Banerge.

A data da audiência pública está sendo definida.  “Vamos encaminhar nesta sexta-feira o pedido de informações e abrir um debate com a sociedade em uma audiência pública ainda este mês. Além de convidar a sociedade a participar destes debates, a Câmara convidará também os funcionários da CPTrans. Isso será feito por conta do risco aos empregos destas pessoas por conta dessa possibilidade de fim da Companhia”, explica  Paulo Igor.

Se vereadores do próprio governo manifestaram preocupação com o caso é sinal que realmente existe algo de muito errado na maneira que o assunto esta sendo conduzido. Pode ser a chance do legislativo, vamos trabalhar?

Com informações da Ascom 
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