Jorge Picciani e Paulo Melo brigam pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio



Depois do primeiro e segundo turnos das eleições, outras duas disputas movimentam a política carioca: a eleição para a presidência da Alerj, no início de fevereiro, e a disputa pela indicação do candidato do PMDB à Prefeitura do Rio. O prefeito Eduardo Paes quer Pedro Paulo, seu amigo e braço-direito, como candidato. Já o deputado Jorge Picciani, presidente estadual da legenda, defende a candidatura do filho Leonardo.

O impasse entre os dois peemedebistas divide o partido. Nos corredores da Alerj, deputados afirmam que a briga pela presidência da casa, que tem Picciani e Paulo Melo como opositores, tem como pano de fundo a eleição de 2016.

Picciani, segundo fontes, teria na presidência da Alerj a oportunidade para fortalecer a possível candidatura de Leonardo, eleito deputado federal. Já Paulo Melo, atual presidente da assembleia, que chegou a sinalizar com a possibilidade de assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado e não disputar a presidência da Alerj, mudou de ideia e quer continuar no comando do Palácio Tiradentes. Ele contaria, segundo aliados, com a simpatia de Paes, que oficialmente diz não ver relação entre as duas disputas.

— Acho que o prefeito entende que, quanto mais fortalecido Picciani estiver, mais problemas pode criar para ele indicar o sucessor dele — diz o deputado Gustavo Tutuca (PMDB), que apoia Melo.
Já Picciani lembra do passado para argumentar que não usaria a presidência para dificultar os planos de Paes:

— Era presidente da Alerj quando Eduardo chegou no PMDB, vindo de um desempenho pífio como candidato a governador. Se eu não quisesse, ele não teria sido candidato. Agora, não será a eventual posição como presidente da assembleia que vai impedir a candidatura de Pedro Paulo.

Picciani diz também achar legítimo a preferência de Paes por Pedro Paulo, mas faz questão de marcar posição.
— É legítimo, mas não é o único critério. Nem o presidente da Alerj vai escolher o candidato, nem o prefeito — avisa.


fonte: http://extra.globo.com