Estado reforça divulgação de campanha de vacinação contra o HPV



Estela Siqueira: Mais de dois meses após o início da aplicação da segunda dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) menos da metade do público-alvo da campanha – meninas entre 11 e 13 anos – retornou aos postos em todo o país. No Estado do Rio, são 250 mil adolescentes que ainda precisam receber a segunda dose. Para conscientizar da importância da vacinação do ciclo completo composto por três aplicações da vacina no período de cinco anos, o deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) oficiou o governo pedindo reforço na divulgação da campanha em meios oficiais e redes sociais.

“São 2,7 milhões que precisam retornar aos postos. A primeira dose foi em março, e a segunda começou a ser oferecida em agosto. O intervalo entre a primeira e a segunda etapa é de seis meses. É importante cumprir o calendário”, afirma Bernardo Rossi. A vacina entrou para o Calendário Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível durante todo o ano nos postos de vacinação.

Em Petrópolis, a vacina está disponível em 39 Postos de Saúde da Família (PSFs) além do Centro de Saúde (Instituto da Mulher), Ambulatório-Escola, Setor de Epidemiologia (HMNSE) e Hospital Alcides Carneiro. Na primeira etapa, em março, foram vacinadas na cidade 6.589 meninas, que representa 98,7% do público-alvo.

O HPV é responsável pela maior parte dos casos de câncer de colo de útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina e terceira causa de morte entre mulheres por câncer no Brasil. A estimativa é que 14 mulheres morram todos os dias no país vítimas da doença.

O SUS oferece a vacina quadrivalente, que protege contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo. Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer de colo de útero. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  Em relação ao câncer de colo de útero, estudos mostram que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos no Brasil.