Estacionamentos já alertam sobre uso do cinto de segurança



Estela Siqueira: Estacionamentos públicos e privados no estado do Rio já estão alertando os motoristas a deixarem o espaço com o cinto de segurança devidamente colocado. A Lei 6803/14 é de autoria do deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) e vale também para áreas comerciais onde o estacionamento não é a atividade fim, mas que oferecem vagas para clientes como shoppings e supermercados.

A placa deve informar: “Use cinto de segurança. Ele pode salvar a sua vida” com o objetivo de alertar que o motorista não deixe o estabelecimento sem o uso do cinto de segurança, infração grave sujeita à multa de R$ 127,69 e a perda de cinco pontos na carteira de habilitação. “Supermercados como o Bramil, em Petrópolis, onde há grande rotatividade de clientes, já fazem uso do cartaz. A maioria das empresas hoje atua em responsabilidade social e a lei é uma forma de interagir com os clientes”, cita o deputado.

         Só na Capital são aplicadas por ano 2,4 milhões de multas e a falta do uso do cinto aparece ainda entre as cinco primeiras colocadas no ranking das punições. Em Petrópolis, com uma frota de 142 mil veículos, a média anual por multas aplicadas por motoristas que trafegam sem cinto é de 1,6 mil punições.

“A medida é simples e ao mesmo tempo que não acarreta num custo excessivo aos estacionamentos pode ser o lembrete que faltava para o motorista deixar o estacionamento com mais segurança e obedecendo essa importante regra do trânsito”, defende Bernardo Rossi. Os estabelecimentos podem ser punidos com advertências e multas de 200 a 500 Ufirs/RJ em caso de descumprimento da Lei, cuja fiscalização cabe ao Estado.

             Bernardo cita ainda as estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O uso do cinto de segurança é obrigatório desde 1989 nas estradas brasileiras, mas chega a ser  o terceiro maior motivo de multas nas estradas federais. Ano passado, em rodovias federais, foram 206 mil multas, perdendo apenas para excesso de velocidade e ultrapassagem proibida. “Vale lembrar que o cinto no banco traseiro também é obrigatório, mas pouco usado, Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), no banco de trás, o equipamento de segurança é usado por apenas 10% dos caronas. É preciso mudar também esta cultura”, aponta Bernardo Rossi.


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