sábado, 11 de outubro de 2014

Marcus Vinícius Neskau: “Pezão ganhando, volto para a secretaria”



Marcus Vinícius Neskau conseguiu 39.192 votos para se reeleger deputado estadual pelo PTB. Em Petrópolis, ele foi o segundo que mais recebeu votos nesse cargo: ele foi escolhido por 12.285 eleitores. Mas acha que talvez não fique com a cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele afirmou que, caso Luiz Fernando Pezão (PMDB) vença Marcelo Crivella (PRB) na disputa ao governo, ele deve voltar ao posto de secretário de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida.

– Você pode colocar isso aí: o Pezão ganhando, a gente volta para a Secretaria – anuncia ele.
Caso isso não aconteça, Marcus Vinícius diz que continuará a ter um mandato voltado aos idosos – parcela que compreende a 12% da população de Petrópolis, ele cita, para argumentar que a cidade precisa ter um pensamento direcionado ao público.

“Todo mundo achava que teria um resultado maior do que realmente teve”

Marcus Vinícius Neskau

– Voltando para a Alerj, continuar meu trabalho focado na terceira idade. Quero que cada município do estado tenha um Centro-dia (um local de referência em atendimento às pessoas que necessitam de apoio para os cuidados básicos do dia a dia), quero levar o projeto de academias da terceira idade, ou por emenda parlamentar, ou voltando a ser secretário, a cada município do Rio de Janeiro e a cada bairro da nossa cidade em que eu puder – pretende.

Lições da eleição

Para Marcus Vinícius, essa eleição deixou muito claro que existe uma insatisfação grande com a política do país – e isso se reflete no número de votos que não entram na contagem e de abstenção. Mas, por outro lado, há uma parcela que quer entender as propostas e quem é o candidato.

– Eu entendo que foi uma campanha onde o eleitor mostrou toda a sua insatisfação com a política nacional. Você via isso nas ruas: muita gente insatisfeita, muita gente protestando. Mas você conseguiu também ver uma parcela grande da população acreditando que a política é o único veículo de mudança da sociedade. Muita gente que não queria nem ouvir, e isso ficou muito claro com quase 40% de voto nulo, branco e abstenção, e outra parcela cobrando dos candidatos: “o que o senhor fez, o que o senhor vai fazer? Essa proposta é factível ou não é?”. A população está separando joio do trigo. E isso é bom para quem tem um trabalho – analisa Marcus Vinícius.

– Todo mundo achava que teria um resultado maior do que realmente teve. Todo mundo. Quem teve 300 mil votos e quem teve 10 mil achava que teria mais. A média de renovação da Alerj é 28%, 30%. Dessa vez foi a 40%. O povo está cobrando e cada vez mais teremos eleições de quem tem serviço prestado. O parlamento fluminense e a Câmara Federal vão ter que arrumar meios e maneiras de explicar o seu trabalho para a população. Não tem saída. Senão, na próxima, a renovação vai ser de 50% – continua.

Para este segundo turno, os apoios do partido não mudam (o PTB está com Aécio Neves/PSDB não eleição presidencial e com Luiz Fernando Pezão/PMDB para governador), o trabalho é outro. E a principal dificuldade é não poder contar com a presença do candidato.

– Agora é juntar a militância partidária. Para quem é presidente de partido, como eu, ligar para os diretórios municipais para fazer com que os presidentes reúnam a militância nos municípios e vão para a rua. Porque nessa eleição são 20 dias, são 15 programas de televisão, 10 debates. Então o candidato não tem como sair muito da região metropolitana do Rio, onde está metade dos votos, cerca quatro milhões. Então nós temos que fazer a nossa parte – explica ele.

– A presença do candidato, mesmo que por 30 minutos, é importante porque vira notícia, alguém vê, cumprimenta, tira foto. Presença na eleição é fundamental. Porque o eleitor associa a placa, a televisão e o cara que esteve ali. Ele pode até não ter visto, mas alguém viu. E nesse sentido, isso é mais difícil para nós. Por isso é que militância partidária é importante e você tenta superar a falta do candidato – encerra Neskau.

via Diário de Petrópolis

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