quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sepe inicia paralisação de 72 horas e decide greve na quinta-feira


O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Petrópolis) deu início a uma paralisação de três dias das atividades da categoria. Os manifestantes cruzaram os braços e vão decidir nesta quinta-feira, após audiência na Câmara, se entram em greve. A condição imposta pelo Sepe para não entrar em greve é ter negociação por parte da Secretaria de Educação. Para marcar o início da paralisação, o Sindicato fez um ato na Praça Dom Pedro, ontem à tarde, reunindo cerca de 200 manifestantes.

A presidente do Sepe, Rose Silveira, fez críticas à prefeitura, que anunciou na segunda-feira que vai cortar o ponto dos profissionais que faltarem ao serviço em adesão à paralisação. Além disso, a Secretaria de Educação informou que oficiou o Ministério Público por causa da paralisação ocorrida na quarta-feira da semana passada, alegando que foi surpreendida pelo movimento.

Rose se defendeu dizendo que a secretária Mônica Freitas interage constantemente com a categoria pela internet e que não pode alegar que não sabia. Ela mostrou um documento apresentado à prefeitura em que avisa que a categoria vai cruzar os braços nesta semana. No mesmo informe, o Sindicato pede uma nova reunião com o Poder Executivo municipal, já que um encontro marcado para 29/07 foi desmarcado pela prefeitura.

Além, disso, ela anunciou que vai brigar para impedir o corte do pagamento dos profissionais e considerou como "covarde" a intenção, afirmando que nunca houve "ameaças" à categoria.

Reivindicações

No mesmo documento, o Sepe enumera os pedidos que faz, em que se destacam as reivindicações pelo cumprimento da lei que destina 1/3 da carga horária dos professores para planejamento e redução da jornada de trabalho do pessoal administrativo de 40h para 30h semanais. Outra demanda cobrada pela categoria é o fim das contratações para vagas públicas e o chamamento de aprovados em concurso público.

– Tem que chamar concursados para completar o quadro. Queremos a chamada dos concursados. E bom lembrar que a prefeitura não tem condições de fazer isso, ela tem que cortar os cargos comissionados e funções gratificadas – cobrou Rose. O Sindicato também ressaltou que a prefeitura tem como cumprir a lei de 1/3, já que o Ministério da Educação diz que é função do governo federal suplantar os municípios que não tiverem condições financeiras para isso (desde que comprovada a incapacidade de pagar por isso). Por isso o Sepe cobrou "transparência" com os gastos da prefeitura.

A paralisação terá sequencia hoje, com os manifestantes se encontrando no Calçadão do Cenip, às 14h, com possibilidade de fazer passeata pelo Centro.

Via Diário
Rômulo Barroso

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