terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sepe denuncia que escolas estão "fingindo estar trabalhando"


O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Petrópolis) seguiu com a greve deflagrada no fim da semana passada. Ontem, os manifestantes se concentraram na Praça do Dom Pedro, à tarde. Cerca de 70 pessoas estiveram no local para o ato. A presidente do núcleo municipal do Sindicato, Rose Silveira, não soube precisar quantos profissionais já aderiram à paralisação, mas disse que a mobilização está crescendo. Além disso, ela afirmou que as escolas estão "fingindo estar trabalhando".

– Algumas escolas estão fingindo estar trabalhando. Tem diretor maquiando a situação recebendo os alunos por meio horário e depois liberando. Nós estamos recebendo as denúncias e vamos acionar o Ministério Público, porque isso é suspensão do dia letivo – anunciou Rose, que citou que isso vem ocorrendo em escolas como a Amélia Antunes Rabello (Madame Machado), Pedro Amado (Meio da Serra) e o Educandário Terra Santa (Centro), além de Centros de Educação Infantil (CEIs) como o Tia Alice (Alto da Serra) e Romano Calavese (Alto Independência).

Durante o ato de ontem, o Sepe deu início à coleta de assinaturas para um abaixo-assinado que será encaminhado à Câmara de Vereadores hoje, pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias que o Sindicato vem apresentando – assunto que foi levantado durante a audiência pública realizada também na semana passada. O objetivo é colher pelo menos duas mil assinaturas até esta terça.

O vereador Thiago Damaceno, presidente da Comissão de Educação, é um dos alvos de críticas da categoria. A presidente do Sepe pedirá a saída dele da Comissão, alegando que Thiago não se mostra presente nas discussões das reivindicações e cita a ausência dele na última audiência como exemplo disso. Questionado, o vereador disse que não abre mão da sua posição.

– Toda movimentação é legítima e isso também permite que eu não concorde. Tenho falado que o movimento está politizado e tem um viés político-eleitoral. Não vejo, seja nos avanços ou nos problemas que a Educação do nosso município têm, motivo para isso (sua saída da Comissão). Tenho conversado com as pessoas e a sociedade enxerga o movimento dessa forma (com viés político). Então eu não concordo com o método utilizado por ele e não abro mão da minha posição na Comissão. Acho que estou fazendo um bom trabalho por lá – rebateu.

Via Diário
Rômulo Barroso

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