Paulo Igor propõe orientação e tratamento para alunos com TDAH na rede pública



 Associação Brasileira do Déficit de Atenção diz que pelo menos 3% das crianças têm o distúrbio

Oferecer acompanhamento e tratamento para crianças que têm dificuldades no aprendizado escolar em consequência do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esta é a proposta do vereador Paulo Igor (PMDB) com o projeto aprovado, em primeira discussão, com nove votos, na sessão desta terça-feira (16) no plenário da Câmara de Vereadores. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), entre 3 e 5% das crianças em todo mundo têm TDAH.

 Metade delas carregam os sintomas do distúrbio na vida adulta.Estudos apontam a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção, o que ocasiona sintomas como desatenção (dificuldade de concentração), hiperatividade (agitação) e comportamento impulsivo.“Os sintomas acabam gerando baixo rendimento escolar, o que desmotiva a criança. Depois de adulto, o indivíduo também encontra dificuldades no trabalho, além de sofrer com conflitos sociais. Embora ainda não haja cura para o TDAH, recebendo o tratamento adequado, os sintomas podem ser minimizados e o indivíduo consegue ter uma vida normal. Por isso, é importante que o diagnóstico seja feito cedo. 

 É fundamental que os profissionais da educação conheçam os sintomas para que possam encaminhar as crianças com TDAH para a rede pública de saúde e, fechado o diagnóstico, elas recebam o tratamento adequado”, explica o vereador Paulo Igor.O projeto de lei 0947/2014 dispõe sobre as diretrizes adotadas pelo município para realizar a orientação a pais e professores da cidade sobre as características do TDAH e estabelece normas de encaminhamento para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos alunos do ensino fundamental do município portadores do transtorno. 

O projeto prevê que o município promova a orientação aos pais, bem como aos professores e demais funcionários da rede pública de ensino sobre as características do TDAH - doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).Entre as diretrizes apontadas no projeto está a orientação feita por especialistas a profissionais da educação para que os mesmos conheçam os aspectos globais do TDAH e suas implicações. Desta forma, eles serão capazes de identificar possíveis portadores do transtorno entre os alunos. Na escola os alunos com diagnóstico de TDAH deverão receber tratamento diferenciado e adequado, de acordo com os sintomas do distúrbio, além de acompanhamento durante todo o período do ensino fundamental. Estes alunos também deverão receber recomendações clínicas e escolares no momento da transição para o ensino médio.

O projeto prevê o encaminhamento dos casos suspeitos de TDAH entre alunos da rede pública para a rede de saúde (SUS) para avaliação. Diante da confirmação, o portador deverá receber tratamento e medicamentos associados ao tratamento na rede pública de saúde municipal. Pais, responsáveis, irmãos e outras pessoas que façam parte do círculo social do portador do distúrbio também deverão receber orientações e informações sobre o transtorno.“Com estas medidas os indivíduos com TDAH podem ter uma vida mais produtiva e poderemos proporcionar maior qualidade de vida e segurança de um futuro melhor para as crianças portadoras do transtorno”, conclui Paulo Igor.

Via Diário

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