Estado instala centro de captação de transplantes em Petrópolis

 

Petrópolis será sede do primeiro centro de Organização de Procura de Órgãos (OPO) da região, ligada ao Hospital Santa Teresa (HST). Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde, a unidade deve ser instalada em outubro. Conforme informaram, aproximadamente quatro milhões de habitantes serão beneficiados pelo núcleo local que, além de toda a Região Serrana, engloba ainda a Ilha do Governador e os municípios de Duque de Caxias e São Gonçalo.

As OPOs foram criadas com o intuito de descentralizar e aperfeiçoar o processo de doação de órgãos e tecidos, consolidando o trabalho do Programa Estadual de Transplantes (PET). Elas atuam em conjunto com as equipes já existentes do PET, como o grupo de Terapia Intensiva e a Coordenação Familiar, por exemplo, responsáveis pelo suporte clínico aos potenciais doadores e às famílias, respectivamente. Contudo, as notificações de órgãos continuarão a ser feitas ao PET através do Disque Transplantes.

- São polos para otimizar o processo. A eles cabe a abordagem às famílias e mobilizar as equipes. Normalmente a captação é feita por uma equipe especializada do governo do estado no próprio hospital onde ocorreu o óbito. – explicou a assessoria.

Fila de espera diminuiu 70% em seis anos

Desde a criação do PET, em 2010, do Rio de Janeiro saiu da lanterna do ranking nacional e hoje é o segundo estado em números absolutos de doações de órgãos. De janeiro a setembro de 2014 foram feitas 195 captações e 1.025 transplantes de órgãos e tecidos no Rio de Janeiro. O número é três vezes maior que o alcançado em todo o ano de 2008 e deixa o estado à frente de países como Suécia, Alemanha e Dinamarca.

Paralelamente, a Secretaria de Estado de Saúde estabeleceu parcerias para a criação de dois bancos de olhos e inaugurou o Centro Estadual de Transplantes e o Hospital Estadual da Criança, responsável por realizar procedimentos infantis. Bem como habilitou o Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu para transplantes de tecido músculo esquelético.
Transplantes de órgãos aumentam 50% e, de tecidos, 300% - O novo cenário permitiu que o estado elevasse em 50% o número de transplantes de órgãos e 300% os de tecidos. Com isso, a fila de pessoas aguardando por um órgão caiu cerca de 70% nos últimos seis anos, recuando de 7.580 para 2.369. Sendo que a de transplante de fígado foi a que mais reduziu nesse período, com queda de 73%. Em seguida, as filas que mais caíram foram por rim (70%) e córnea (65%).


Via Diário
Gabriela Haubrich

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