Engarrafamentos geram impactos negativos ao setor industrial


Mais do que desconforto, falta de mobilidade urbana gera impacto na economia

Passar mais tempo do que o necessário preso em congestionamentos, muitas vezes em pé em ônibus cheios, é extremamente desagradável, porém, além de cansativo e estressante para o cidadão, a falta de mobilidade urbana pode ser um grande prejuízo para a economia de um município. Entregas que atrasam, combustível desperdiçado, perda de produtividade do funcionário. Um caos.

O aumento no consumo do combustível não só acarreta um gasto maior por si só, como também contribui para que o produto de torne mais caro, (quanto maior a demanda, maior o preço). Caminhões de entregam demoram mais tempo e percorrem um trajeto menor. Assim, para dar conta dos pedidos e atender seus clientes, muitas empresas precisam aumentar a frota, gerando mais gastos.  Mais caminhões na rua geram mais engarrafamento. Um ciclo vicioso. Lembrando que todas essas despesas, no fim, acabam sendo repassadas para o consumidor.

“A questão da falta de mobilidade urbana está sendo debatida na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, pois influência na competitividade de um setor ou determinada região. O problema traz impacto e prejuízos econômicos para toda a sociedade” – explica o gerente regional da Firjan, Ary Pinheiro.

A solução para o problema que, assim como Petrópolis, muitas cidades enfrentam no trânsito, pode resultar de várias ações, ou da combinação de algumas delas. No entanto, o Instituto Philippe Guédon Pró Gestão Participativa acredita que ações simples como andar a pé ou de bicicleta sempre que possível, dar preferência ao transporte coletivo, realizar caronas solidárias, evitar os horários de rush, não parar o carro em local inadequado são algumas mudanças que cada um pode realizar no seu cotidiano e gerar uma grande melhoria na vida do coletivo. “Nós, do IPGP, acreditamos que as coisas só vão para frente através da integração e participação coletiva em prol do bem comum da sociedade” – indica Paulo Martins, diretor do IPGP.
Semana da Mobilidade

O Instituto Philippe Guédon Pró Gestão Participativa está promovendo a Semana da Mobilidade, de 15 a 22 de setembro.  Iniciativa inédita da sociedade civil organizada, a Semana da Mobilidade prevê a divulgação, principalmente pela internet, de uma série de vídeos, que abordam questões como a utilização do transporte coletivo, veículos não motorizados e o uso consciente do transporte individual. A campanha, que precede o Dia Mundial sem Carro (22 de setembro), tem o objetivo de conscientizar a população sobre as alternativas para que a mobilidade urbana seja alcançada e, principalmente,

O IPGP é composto por representantes de diversos setores da sociedade civil e pretende atuar no desenvolvimento de uma consciência de gestão participativa da população em todas as áreas de interesse coletivo, como a saúde, assistência social e ordenamento urbano. A primeira campanha foi fundamentada na elaboração do Plano de Mobilidade Urbano de Petrópolis, que deve estar concluído até abril de 2015.