quinta-feira, 14 de agosto de 2014

“Segurança fica comprometida com motoristas em dupla função”, aponta Paulo Igor



Aprovado nesta terça-feira (12.08) em primeira votação com 13 votos favoráveis, o projeto de lei que proíbe empresas de transporte coletivo de exigirem que motoristas exerçam dupla função, volta a ser discutido pelos vereadores na próxima semana. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, atualmente cerca de 90, dos 362 ônibus da frota de Petrópolis já circulam sem o cobrador, situação que preocupa o presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Paulo Igor (PMDB) e os demais parlamentares.

“Petrópolis tem ruas com muitas curvas, algumas vias são bastante estreitas ou íngremes. Não é seguro que o motorista, que já tem a responsabilidade de conduzir o coletivo, tenha também obrigação de receber a passagem e manusear o dinheiro para dar o troco. O motorista precisa estar com toda sua atenção voltada para o trânsito. A dupla função além de causar desemprego de quase mil rodoviários, coloca em risco as famílias petropolitanas. Temos a informação de que cerca de 40 linhas, já circulam sem o cobrador. Temos que reverter essa situação”, diz o presidente da Câmara, Paulo Igor.

Entre os ônibus que já circulam sem cobrador em Petrópolis estão as linhas Caetitu e Bonfim. O Sindicato dos Rodoviários prevê que a profissão pode ser extinta até o fim do ano se nenhuma medida for tomada e considera importante a implementação do projeto de autoria do vereador Paulo Igor. “A catraca eletrônica está vindo com força total, mas por questão de segurança, a figura do cobrador é essencial. O Sindicato apóia toda iniciativa para reverter a situação. É importante que todas as linhas voltem a ter o cobrador”, diz Paulo Pacheco, diretor do Sindicato dos Rodoviários.

Durante a discussão ao projeto, na terça-feira, vereadores lembraram que a função do cobrador está incluída na planilha de custos das empresas e que, portanto, a garantia de continuidade dos empregos destes rodoviários, não deverá refletir na tarifa de ônibus. “A Câmara está fazendo a sua parte, levantando esta discussão. As demissões estavam acontecendo sem alardes. Ninguém foi informado que já haviam tantas linhas circulando sem o cobrador. É muito importante debatermos este assunto, pois ele interfere na segurança não só de motoristas, mas de todas as famílias petropolitanas", finaliza Paulo Igor.

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