sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Governo Bomtempo inicia uma guerra com os professores de Petrópolis


Enquanto o prefeito Rubens Bomtempo esta preocupado em eleger a candidata à presidência pelo PSB Marina Silva nossa cidade esta mergulhada no caos, saúde, educação, transporte, é Petrópolis a beira de um colapso. Ontem, mais um capítulo foi escrito de maneira surpreendente, por meio de nota encaminhada à imprensa, a prefeitura avaliou a paralisação dos professores da rede municipal, realizada quarta-feira (28) como uma atitude covarde. No texto, o governo afirma que o sindicato da categoria está transformando a negociação de melhorias para a categoria em um embate. 

Veja a nota na íntegra: 

"A Secretaria de Educação lamenta que o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), numa atitude covarde, esteja transformando a negociação de melhorias para a categoria em um embate, prejudicando não apenas alunos da rede municipal de ensino como também seus pais e responsáveis, que, em sua maioria, surpreendidos pela ação do grupo, ficaram impedidos de trabalhar. Segundo levantamento da secretaria, o movimento afetou o funcionamento de 17% das unidades educacionais do município – sendo Centros de Educação Infantil a grande maioria. A secretaria também anuncia que as faltas registradas serão descontadas. 

O governo municipal espera que os servidores e também os representantes do sindicato tenham bom senso e lembrem que o poder público nunca se furtou a dialogar com a categoria, sempre de forma responsável e levando em conta a Lei de Responsabilidade Fiscal. É importante, no entanto, deixar claro que há reivindicações inviáveis diante do atual cenário econômico nacional, não sendo, portanto, uma realidade exclusiva de Petrópolis. 

A Secretaria de Educação agradece os servidores que não aderiram ao movimento, reconhecendo o esforço do governo municipal para avançar e, principalmente, respeitando os alunos e seus familiares. 

Desde janeiro de 2013, o município já garantiu avanços significativos à categoria, como o enquadramento de 1.125 servidores no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) – processo que estava congelado desde 2011 – e reajustes salariais acima da inflação - 8% de reajuste salarial em 2013 e 8% em 2014, que representaram um ganho real para os profissionais. Além disso, em um ano, 1.101 profissionais foram convocados e, hoje, já atuam na rede"

Um comentário:

Chist84 disse...

A prefeitura mente. Antes do meio do ano, a mesma elaborou um calendário de ações visando analisar as exigências da categoria. Não cumpriu o acordo. Estão descumprindo uma lei federal que garante um terço da carga horária dos professores destinado às atividades de planejamento (planejamento de aulas, elaboração de provas, trabalhos, atividades e correção dos mesmos, etc). Existem professores que realizam esse trabalho com mais de quinhentos alunos, só em nossa rede. A maior parte desse trabalho está sendo feito DE GRAÇA, em horários que deveriam ser de descanso. Os profissionais que não paralisam as atividades, o fazem por medo de represálias (como o desconto agora anunciado), por acomodação ou por "rabo preso". A secretária, Sra Mônica, simplesmente não comparece às reuniões da categoria. Nem mesmo a convite da câmara para audiência pública na referida casa, a mesma compareceu. Teve que ser intimada pelos vereadores, por pressão da categoria. As negociações por parte da categoria vêm (pelo menos) desde o ano passado,sendo reafirmadas desde o início do ano, e desde então o governo só faz "enrolar" os profissionais, e conjuntamente, a população. Somente pelos alunos e responsáveis é que a categoria tem evitado a greve (como última solução), e as paralisações pontuais são a única forma de tentar conseguir respostas concretas do governo. Se alguém tem prejudicado a população no que se refere à educação. esse alguém é a prefeitura, representada pelo atual governo.