CPtrans pede prazo a Paulo Igor para dar explicações sobre reboque


Os questionamentos sobre o serviço de reboque encaminhados à Companhia Petropolitana de Transito e Transportes (CPtrans) no início de julho voltaram a ser discutidos por vereadores na volta do recesso parlamentar esta semana. O prazo para que a CPtrans encaminhasse as informações aos parlamentares, que venceria quinta-feira (31), foi prorrogado por 10 dias atendendo a um pedido da CPrans. Passado o prazo, a companhia terá que enviar ao legislativo a relação de veículos apreendidos desde o início das operações em janeiro, informar as datas de apreensão e liberação dos veículos, bem como os valores decorrentes de remoção, diárias e multas cobrados dos proprietários. Na quinta-feira, vereadores aprovaram também um pedido informação que requisita cópia do contrato entre a CPtrans e a empresa Rodando Legal. O novo ofício está sendo encaminhado à CPtrans.

Entre os principais pontos a serem esclarecidos está a cobrança de diárias de veículos apreendidos em operações realizadas nas sextas-feiras e retirados do depósito na segunda. Proprietários de veículos rebocados afirmaram em audiência pública realizada na Câmara, que a empresa vem cobrando mais diárias do que o valor devido.

“Esperamos que após este novo prazo a CPtrans nos encaminhe as informações e envie também a copia do contrato, que está sendo solicitada pelo vereador Silmar Fortes (PMDB). O serviço de reboque é muito importante para a cidade. Ele contribui para a melhoria da mobilidade urbana e também para arrecadação do município, uma vez que a fiscalização faz com que os proprietários mantenham a documentação dos veículos em dia. Mas a pessoa que tem seu carro apreendido deve pagar o valor justo. A Câmara recebeu reclamações de vários motoristas que alegam ter sido cobrados por um número maior de diárias do que o devido. Isso não pode acontecer”, considera o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor (PMDB)

Vereadores querem saber também se os proprietários de veículos apreendidos estão sendo informados sobre o direito de parcelar suas dívidas. “O parcelamento está previsto na lei 6.486/2007. É um direito, que muitas pessoas não conhecem e que precisa ser informado", acrescenta Paulo Igor.

A empresa Rodando Legal venceu a licitação pública feita no ano passado pela CPtrans e desde o dia 10 de janeiro é responsável por remoção, guarda e leilão de carros que infringem as leis de trânsito. A empresa repassa 15% do valor arrecadado à Prefeitura.

No documento encaminhado à CPtrans vereadores solicitam também informações sobre o processo de licitação para a contratação da empresa Rodando Legal, bem como sobre a comunicação das apreensões, cobranças de multas, recolhimento e diárias, além repasses de valores feitos à CPtrans desde o início do serviço.

Comentários