Alerj discute tarifa a R$ 9 e impacto ambiental da nova pista de subida da serra


O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e o Instituto Estadual de Ambiente (Inea) são aguardados nesta quarta-feira (20.08) em reunião da Comissão Especial instituída pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para acompanhar as obras da nova pista de subida da serra.  O debate, que terá a presença de representantes da empresa de transporte de passageiros Única , vai tratar da questão ambiental, impacto e conseqüência das obras.  O reajuste tarifário que entra em vigor nesta quarta-feira com pedágio subido para R$ 9, também será foco da reunião marcada para às 11h30, na Alerj. 

“É unânime a insatisfação de todos nós, usuários. A obra já tem um ano e avançou apenas na construção da nova praça de pedágio. Enquanto isso , a atual pista continua sem manutenção adequada e melhorias e vamos pagar a partir desta quarta-feira R$ 1 a mais para ficarmos sem iluminação, telefones de emergência, controle de velocidade, sujeitos a acidentes e presos em engarrafamentos”, afirma o deputado Bernardo Rossi (PMDB), presidente da Comissão.

O reajuste de 12,5% autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é uma punição aos petropolitanos, frisa Bernardo Rossi.  A nova tarifa embute a relocação da praça de pedágio em Xerém e também os custos da construção da nova pista que deveria esta pronta em 2006. “No ano passado, a Concer, concessionária que administra a via anunciou pela imprensa que as obras da nova pista não impactariam no valor do pedágio. Se a pista atual não tem investimentos que justifiquem a majoração da tarifa, fica claro que R$ 1 a mais está por conta das obras da nova estrada”, afirma Bernardo Rossi.

Com a nova tarifa, a concessionária passa a arrecadar a mais mensalmente R$ 750 mil. “A apuração de valores chega a R$ 225 mil por dia considerando 25 mil carros passando por apenas uma das praças de pedágio e tendo em vista apenas a tarifa básica. Não vimos este dinheiro em retorno ao usuário”, reclama.

O parlamentar petropolitano aponta ainda que a questão ambiental é crucial para o destino que a pista atual terá a partir do funcionamento da nova. “Não está claro quem administraria a chamada “estrada-parque”. Tememos que a subida da Serra sofra com ocupação desordenada e abandono como é a Serra Velha da Estrela”, afirma Bernardo.

Assessoria de imprensa