Vereadores Paulo Igor e Anderson Juliano querem explicação sobre funcionamento de reboque em Petrópolis



Vereadores estão cobrando à Companhia Petropolitana de Transito e Transportes (Cptrans) informações sobre o funcionamento do serviço de reboque, que desde o início do ano vem sendo feito pela empresa Rodando Legal, em Petrópolis. A empresa venceu a licitação pública feita no ano passado pela CPtrans e desde o dia 10 de janeiro é responsável por remoção, guarda e leilão de carros que infringem as leis de trânsito. A empresa repassa 15% do valor arrecadado à Prefeitura. Entre os principais pontos a serem esclarecidos no pedido dos vereadores está a cobrança de diárias de veículos apreendidos em operações realizadas nas sextas-feiras e retirados do depósito na segunda. Proprietários de veículos rebocados, que devem pagar uma diária quando o veículo é retirado no primeiro dia útil após a apreensão, afirmam que mais diárias estão sendo cobradas .O pedido de informação foi proposto em conjunto pelo presidente da Câmara, Paulo Igor (PMDB) e pelo vereador Anderson Juliano (PT) e aprovado por 11 votos em sessão realizada na quarta-feira, no plenário da Câmara.

- Quando o veículo é apreendido na sexta-feira e retirado no primeiro dia útil seguinte, o proprietário deve pagar apenas uma diária, já que durante o fim de semana ele não tem como cumprir todas as exigências para retirar o veículo. Em uma audiência pública que realizamos na Câmara, a CPtrans e a empresa disseram que isso é respeitado, mas temos recebido relatos de pessoas que afirmam que tiveram que pagar até quatro diárias para retirar os veículos, o que não pode acontecer – explica Paulo Igor.

Na mesma sessão vereadores aprovaram projeto de lei proposto por Paulo Igor que reitera que “no serão computadas diárias de sábados, domingos e feriados, no caso de proprietários que retirem seus veículos no primeiro dia útil após a apreensão”. – A CPtrans diz que isto está previsto no contrato com a empresa. A nossa intenção é criar uma lei pra garantir que a cobrança seja feita da forma correta – complementa Paulo Igor.

No pedido de informações, vereadores pedem também explicações sobre o parcelamento das dívidas e sobre o contrato entre a empresa e a CPtrans, bem como sobre a quantidade de veículos apreendidos nestes primeiros seis meses de funcionamento do reboque.

- Se existe contradição entre o que dizem os representantes da CPtrans e da empresa, e o que afirmam os donos de veículos apreendidos, precisamos verificar o que está registrado nos documentos. Tendo acesso a este material poderemos analisar melhor esta questão. Se verificarmos que as pessoas de fato fizeram pagamentos indevidos, elas devem ser informadas de que tem direito de pedir o ressarcimento do que foi pago a mais – explica o vereador Anderson Juliano.

O executivo tem prazo de 30 dias para fornecer as informações pedidas pelos vereadores.