PETRÓPOLIS - Câmara retoma trabalhos com discussão sobre reboque


Primeira sessão após o recesso acontece nesta quarta às 16h

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor (PMDB) espera para esta quarta-feira (30) as respostas da Companhia Petropolitana de Trânsito e transportes (CPtrans) aos questionamentos sobre o funcionamento do serviço de reboque feito pela empresa Rodando Legal. A CPtrans foi oficiada no início do mês. O assunto será uma das principais pautas da primeira sessão plenária após o recesso de 15 dias do legislativo. A sessão está marcada para às 16h. O pedido de informação, proposto em conjunto pelo presidente da Câmara, Paulo Igor e pelo vereador Anderson Juliano (PT), foi aprovado por 11 votos em sessão no dia 10 e encaminhado à CPtrans com prazo de 15 dias para ser respondido.

“O prazo para termos as respostas aos questionamentos termina neste dia 30. Estas respostas vão ajudar a esclarecer o funcionamento deste serviço, que é importante para a cidade, mas vem sendo alvo de reclamações. Com base nelas a Câmara vai definir se alguma providência precisa ser tomada”, explica Paulo Igor.

Entre os principais pontos a serem esclarecidos no pedido dos vereadores está a cobrança de diárias de veículos apreendidos em operações realizadas nas sextas-feiras e retirados do depósito na segunda. Proprietários de veículos rebocados afirmaram em audiência pública realizada na Câmara, que a empresa vem cobrando mais diárias do que o valor devido.

“Este serviço é fundamental para melhorar o trânsito na nossa cidade. Ele recolhe veículos estacionados em local irregular, que muitas vezes prejudicam o fluxo do trânsito, contribui para que os veículos em circulação estejam com documentos em dia, mas é preciso que funcione de forma correta, que as pessoas que tiverem seus veículos recolhidos, paguem o valor correto”, pontua Paulo Igor.

Vereadores esperam também explicações sobre o parcelamento das dívidas e sobre o contrato entre a empresa e a CPtrans, bem como sobre a quantidade de veículos apreendidos nos primeiros meses de funcionamento do reboque.

"Precisamos verificar o que está registrado nos documentos. Tendo acesso a este material poderemos analisar melhor esta questão. Se verificarmos que as pessoas de fato fizeram pagamentos indevidos, elas devem ser informadas, precisam saber de que tem direito de pedir o ressarcimento do que foi pago a mais" destaca o vereador Anderson Juliano.