GASTOS: Campanha de Lindbergh pode chegar a R$ 60 milhões



É a previsão do candidato petista ao governo do estado para este ano. Em 2010, O PT não lançou candidato próprio ao governo do Rio. Decidiu apoiar a reeleição do ex-governador Sérgio Cabral.

A soma da previsão de gastos dos quatro principais candidatos ao governo do Rio nestas eleições chega ao triplo do estimado pelos seis concorrentes ao Palácio Guanabara em 2010. Juntos, Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB), Lindbergh Farias (PT) e Luiz Ferrnando Pezão (PMDB) pretendem gastar cerca de R$ 179 milhões em suas campanhas, que começam oficialmente domingo. Em 2010, a estimativa foi de R$ 58,2 milhões, já corrigidos pelo IPCA. Hoje, o senador Lindbergh apresentou previsão de R$ 60 milhões, mais que o dobro da feita pelo deputado federal Anthony Garotinho, de R$ 25 milhões. O senador Marcelo Crivella quer arrecadar R$ 9 milhões e o governador Luiz Fernando Pezão prevê R$ 85 milhões.

No entanto, a estimativa de despesas nem sempre equivale ao que é efetivamente gasto. Sérgio Cabral (PMDB), em 2010, por exemplo, previu disputar a reeleição com pelo menos R$ 25 milhões (R$ 32,4 milhões corrigidos pelo IPCA). No fim da campanha, os gastos foram menores do que o previsto - de R$ 20,7 milhões (R$ 26,2 milhões nas cifras atuais).

Em 2010, o PT de Lindbergh e o PRB de Crivella não tiveram candidaturas próprias. Os petistas se coligaram na aliança de Cabral. O PRB lançou o ex-ministro da Pesca ao Senado. Já o PR indicou o nome do secretário-geral da legenda, Fernando Peregrino, que estimou gastos de R$ 5 milhões - R$ 20 milhões a menos do que Garotinho para as eleições de outubro deste ano.