domingo, 22 de junho de 2014

Técnicos da prefeitura chegam do Japão após curso de prevenção de desastres



Os dois técnicos da Prefeitura que foram ao Japão para um curso de prevenção de desastres naturais e planejamento urbano chegaram de viagem, após um mês fora. O geólogo Yuri Garin, da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, e a engenheira civil Ana Maria Zanetti, da Secretaria de Habitação, puderam aprender com a experiência japonesa sobre a redução de riscos de tragédias naturais. As palestras e visitas a campo foram nas cidades de Tóquio, Nagasaki e Nagano. Eles foram indicados pelo prefeito Rubens Bomtempo para dar continuidade ao trabalho de gestão do projeto iniciado por ele e pelo secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, durante o curso e as visitas que ambos fizeram ao Japão em fevereiro.

A ida dos dois técnicos ao Japão também faz parte da parceria entre o governo federal brasileiro e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para a redução dos riscos de desastres naturais em Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC). O convênio, iniciado em 2013, tem duração de quatro anos e será concluído com a produção de manuais pela
Jica voltados para esses três municípios.

“É fundamental para Petrópolis esse curso no Japão. Uma oportunidade de aprendermos com a larga experiência que os japoneses possuem em prevenção dos mais variados tipos de desastres naturais. E o foco do curso foi justamente em mapeamento de áreas de risco e planejamento urbano, ferramentas muito importantes para a prevenção e que precisamos cada vez mais aperfeiçoar em Petrópolis”, disse o secretário Rafael Simão.

Os técnicos assistiram a aulas diariamente. Nas duas primeiras semanas, eles aprenderam sobre a legislação japonesa e as medidas e contramedidas adotadas pelo país, como contenções e barragens. Nas duas semanas seguintes, Yuri e Ana Maria se separaram – o geólogo ficou na parte de mapeamento de risco e Ana Maria, na de planejamento urbano.

“A forma em que eles definem áreas de risco é muito interessante. Há áreas com restrição de construção, onde há as opções de contenções ou barragens feitas pelo governo ou de sirenes com planos de evacuação da área, realizada de forma efetiva pela população. Também foi interessante ver como, já no ensino fundamental, as crianças possuem a noção de risco. Em
Petrópolis, já temos uma estrutura montada. Agora, podemos usar essa experiência que aprendemos nos Japão para treinar mais as pessoas, capacitar e informar”, disse Yuri.

Os dois técnicos da Prefeitura destacaram a importância que o mapeamento de risco tem no Japão. O documento é formulado pelo governo central  japonês e recebe contribuições da população, que, por conhecer os locais onde vive, aponta detalhes e informações específicas de cada localidade. Além disso, as ferramentas de planejamento, como o Plano Diretor, são
elaboradas com base no mapeamento de risco.

“Toda essa bagagem que aprendemos no curso, nós vamos aproveitar para contribuir com o Plano Diretor e os planos setoriais. As soluções para os riscos de desastres naturais no Japão vêm sendo construídas há 50, 60 anos. Não é da noite para o dia. Aqui, no Brasil, às vezes cometemos esse erro, de buscar o imediatismo”, disse Ana Maria.

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