Estado poderá criar a Secretaria da Criança e Juventude



A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (18.06), em primeira discussão, projeto de lei do deputado Bernardo Rossi (PMDB) autorizando o governo a criar a Secretaria da Criança e Juventude. “O objetivo é assegurar que o Estado garanta a esse público políticas específicas voltadas para educação, lazer, segurança, saúde e iniciação ao mercado de trabalho, entre tantos itens que estão diretamente relacionados à formação de cidadãos”, defende Bernardo Rossi.

O parlamentar petropolitano apresentou em números as necessidades do segmento: 35,2% da população do Estado do Rio - 5,6 milhões de pessoas - é formada pela faixa etária até os 24 anos. São 3,3 milhões de estudantes nas redes pública e privada do Pré-Escolar ao Ensino Médio. A meta é de a Secretaria de Estado da Criança e da Juventude trabalhar em parceria com as secretarias estaduais de Educação, Esporte e de Assistência Social e ainda junto ao Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDCA-RJ), conselhos tutelares e demais órgãos públicos e instituições privadas, de caráter social, que são responsáveis pelo trabalho voltado para crianças e adolescentes no Estado.

“São vários focos de trabalho como a erradicação das situações de violências contra crianças e jovens e a implantação de serviços especializados totalmente direcionados a esta parte da população. O trabalho precisa ainda atuar na redução dos índices de evasão escolar, no combate de uso de drogas e ainda na preparação dos jovens para o ingresso no mercado de trabalho”, afirma Bernardo Rossi.

A Constituição Federal prega que o atendimento à criança e ao jovem é prioritário. A criação da secretaria vai ser uma conquista para o estado. A formação dos cidadãos do futuro é essencial para que o estado cresça na economia, na melhoria de vida, em todos os setores”, defende Bernardo Rossi.

O parlamentar cita ainda o trabalho das várias secretarias envolvidas com o tema e que podem ter uma direção orquestrada por um órgão que reúna todas as iniciativas. “Hoje, o Esporte tem um direcionamento aos jovens assim como a Educação, obrigatoriamente. Além de congregar esses trabalhos, a secretaria pode abrir frentes que ainda não têm uma instituição totalmente responsável por elas como a garantia do primeiro emprego, o ingresso no mercado de trabalho. Outros estados adotaram uma secretaria dedicada às crianças e adolescente e há potencial para um bom trabalho, ainda que ele seja muito recente em nossa sociedade. O Rio também precisa avançar neste segmento”, enumera Bernardo Rossi.

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